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Alice Puterman lança Candura, poesia feita de dor e resistência

Aos 23 anos, autora autista transforma trauma de estupro e saúde mental em poesia visceral sobre sobrevivência e força feminina.

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Em “Candura”, lançado pela editora Toma Aí Um Poema (TAUP), Alice Puterman revisita seis anos de escrita para construir um testemunho poético sobre violência sexual, saúde mental e o corpo como território de resistência. Escrito após um estupro coletivo sofrido aos 17 anos, o livro nasceu como uma tentativa de continuar viva.

“Estupro é um assunto sobre o qual não se pode falar. Espero que meu livro seja esse lugar onde a dor de todas nós pode existir”, afirma Alice.

Entre versos de dor e redenção, o corpo feminino surge como casa invadida, mas também como espaço de reconstrução. A “candura” que dá título à obra, longe de um ideal de fragilidade, torna-se símbolo de força e permanência diante da brutalidade. “Não importa quantos golpes me atinjam, é só por ela — a candura — que ainda estou de pé”, escreve a autora.

Diagnosticada com Transtorno de Estresse Pós-Traumático, Alice atravessa tentativas de suicídio e internações. Sua escrita narra a luta por existir em plenitude, transformando feridas em resistência e poesia. Ao longo das páginas, cada poema atua como gesto de resiliência.

“Candura” será lançado durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2026, com sessão na Casa Gueto. O livro já está disponível pela TAUP e nas principais livrarias online.


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Alice Puterman lança Candura, poesia feita de dor e resistência - Foto: Divulgação
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