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Canudos pelo olhar de um calango: livro relê Os Sertões

Fabiana Corrêa lança “Era uma vez uma guerra na Caatinga” no dia 07 de março, em Cordeiro (RJ), com um calango sertanejo como narrador da Guerra de Canudos.

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E se a Guerra de Canudos fosse contada não por um general, nem por um jornalista, mas por um calango que tudo viu e tudo viveu? É essa a proposta da escritora e educadora Fabiana Corrêa em seu novo livro, “Era uma vez uma guerra na Caatinga” (Editora Outra Margem), que será lançado no dia 07 de março, às 10h, no Café Mercado Mineiro, em Cordeiro (RJ).

Um calango como narrador da história

A obra mergulha no universo de “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, recriando o episódio histórico sob a perspectiva inusitada do calango Sertanejo, um representante da fauna da Caatinga baiana. “Para substituir minha persona de professora contadora de histórias, escolhi um representante da fauna da Caatinga baiana, o calango Sertanejo, aquele que tudo ouviu, viu e tudo irá contar”, explica Fabiana.

A trajetória de Antônio Conselheiro — chamado na obra de “Peregrino” — e a fundação do arraial de Belo Monte ganham novas camadas ao serem filtradas pelo olhar desse pequeno habitante do sertão. A narrativa conecta, de forma orgânica, educação, literatura e meio ambiente.

A Caatinga como personagem central

Um dos momentos mais intensos do livro é a batalha em que o próprio bioma da Caatinga se torna aliado dos sertanejos. “Os galhos e espinhos ressecados trançavam barreiras impenetráveis aos soldados, mas abriam uma rede de caminhos possíveis aos moradores da terra”, descreve a autora. A força da natureza sertaneja deixa de ser cenário e passa a ser protagonista.

Uma porta de entrada para Euclides da Cunha

Cada capítulo é precedido e encerrado com trechos selecionados de “Os Sertões”, criando uma ponte entre a narrativa contemporânea de Fabiana e a linguagem densa do clássico. A autora é clara quanto à sua intenção: “Preciso ressaltar que essa não é uma adaptação do texto original, mas uma história contada que conduzirá o leitor à leitura da obra do escritor em seu próprio tempo”.

“Pelo menos, é esse o meu desejo: que essa seja uma história chamariz do desejo do leitor pelas palavras escritas por Euclides da Cunha.” — Fabiana Corrêa, autora

Ilustrado por Arthur Abreu, o livro também funciona como porta de entrada para novos leitores do clássico brasileiro, reafirmando a atualidade das reflexões sobre território, identidade e ecologia.

Sobre a autora

Fabiana Corrêa é graduada em Ciências Biológicas pela UERJ, com especialização em Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável pela FGV. Natural de Bom Jardim e residente em Cordeiro, no interior do Rio de Janeiro, atuou por mais de duas décadas como professora de Biologia e Ciências na rede particular de ensino. A partir de 2015, passou a dedicar-se integralmente à literatura e às artes, publicando obras para crianças, jovens e adultos.

Serviço

Lançamento: “Era uma vez uma guerra na Caatinga”

Data: 07 de março

Horário: 10h

Local: Café Mercado Mineiro

Endereço: Rua Pref. Dr. Adyr Pinto Vahia de Abreu, 64, Cordeiro – RJ

Adquira o livro: https://www.editoraoutramargem.com.br/product-page/era-uma-vez-uma-guerra-na-caatinga-fabiana-corr%C3%AAa

Foto: Divulgação

Canudos pelo olhar de um calango: livro relê Os Sertões
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