A literatura como ferramenta para imaginar saídas diante da crise climática ganha espaço na FLIP com Mariana Brecht em mesa dedicada ao tema.
A discussão sobre clima e futuro entra no centro da programação da Festa Literária de Paraty. A autora Mariana Brecht participa da mesa “Fogo e terra: a literatura climática no palco”, marcada para 23/07, na Casa Aleph Artístico. Ao lado de Isadora Sinay e Sérgio Abranches, com mediação de Thiago Bio, a proposta é tensionar como a ficção responde à emergência ambiental.
A literatura climática não descreve apenas o colapso: ela propõe formas de imaginar e construir futuros possíveis.
Nascida em São Roque (SP), entre a Mata Atlântica e o Cerrado, Brecht atua como escritora, roteirista, narrative designer de jogos e pesquisadora. É autora de obras como “Brazza”, “Labirinto” e “A Menina com os Pés no Chão”, além de ter sido corroteirista de “A Linha”, experiência em realidade virtual premiada com o Emmy. Também integra o projeto musical Intraterrestres.
Ficção entre afeto, território e colapso
No romance “Foi acabar bem na nossa vez”, a autora parte de um reencontro amoroso para expor disputas envolvendo território, memória e respostas à crise climática. Ambientado no interior paulista dos anos 2030, o livro atravessa temas como agrofloresta, greenwashing e solastalgia, articulando intimidade e política ambiental.
Já em “Cyber PANC e Só Zé”, voltado ao público infantojuvenil, a ecoansiedade se transforma em ação coletiva. Em uma São Paulo reorganizada diante da emergência climática, a narrativa acompanha personagens que constroem soluções em rede, afastando a ideia de heroísmo isolado.
Quando a ficção vira ferramenta de futuro
A presença de Brecht na FLIP amplia um movimento recente da literatura brasileira: tratar a crise climática não apenas como pano de fundo, mas como eixo narrativo. A mesa propõe discutir como histórias podem influenciar percepções, comportamentos e caminhos possíveis diante de um cenário ambiental cada vez mais instável.
Mais do que antecipar cenários, a literatura climática se coloca como espaço de elaboração coletiva. Entre ficção e realidade, o debate na Casa Aleph aproxima leitores de perguntas urgentes sobre o presente.
Serviço
- Mesa “Fogo e terra: a literatura climática no palco”
- Data: 23/7
- Horário: 11h ao 12h
- Local: Casa Aleph Artístico – Rua Comendador José Luis, 379 – Centro Histórico, Paraty, RJ
- “Foi acabar bem na nossa vez”: https://bit.ly/4ry5LFG
- “Cyber PANC e Só Zé”: https://bit.ly/4rc76AV


