No Dia Nacional do Livro, celebrado em 29 de outubro, a data reforça a importância da leitura como aliada no processo de ensino e aprendizagem. Além dos livros didáticos, os livros paradidáticos têm conquistado espaço nas escolas por complementarem o conteúdo de forma leve, contextualizada e envolvente, despertando nas crianças o prazer de ler.
O papel dos paradidáticos na formação dos leitores
Mais do que um material complementar, o livro paradidático é uma ponte entre o conhecimento formal e o cotidiano dos alunos. Ele amplia o repertório cultural, apresenta diferentes perspectivas e estimula reflexões sobre temas atuais, sociais e emocionais. Por meio dele, o estudante desenvolve autonomia, interpretação e senso crítico — habilidades fundamentais para a formação integral.
Na sala de aula, o paradidático serve também como estímulo para debates, projetos interdisciplinares e atividades criativas, como dramatizações e produções de texto. É um recurso pedagógico valioso para trabalhar valores como cidadania, ética, diversidade e meio ambiente, conectando o aprendizado escolar à vida fora da escola.
Dicas de leitura do professor Odair Marques da Silva
O Prof. Dr. Odair Marques da Silva, fundador da Editora Eiros, especializada em obras infantis e educacionais afro-centradas, selecionou quatro títulos recomendados para diferentes faixas etárias que estimulam a imaginação, o respeito e o aprendizado.
“A História de Zuri” – Simão de Miranda
Indicado para crianças de 6 a 14 anos, o livro aborda de forma sensível temas como consciência negra, antirracismo e dignidade humana. A protagonista Zuri aprende, desde pequena, a se posicionar contra o racismo e encontra no conhecimento uma ferramenta para combater injustiças. Uma leitura inspiradora que estimula o senso de empatia e justiça.
“O Pequeno Príncipe Preto” – Rodrigo França
Inspirado no clássico francês, o livro narra a história de um príncipe negro que viaja por diferentes mundos com sua árvore Baobá, compartilhando mensagens de amor e pertencimento. Indicado para crianças a partir de 6 anos, a obra celebra a identidade, ancestralidade e representatividade.
“Sinto o que Sinto: Um Passeio pelos Sentimentos” – Lázaro Ramos
Indicado para crianças a partir de 3 anos, o livro acompanha Dan em um dia repleto de emoções como alegria, raiva e tristeza. A narrativa ensina a reconhecer e acolher sentimentos, contribuindo para o desenvolvimento da inteligência emocional desde cedo.
“As Aventuras do Besouro Mangangá” – Mestre Sidney Santos de Jesus
Recomendado para crianças entre 6 e 11 anos, o livro une ficção e história ao retratar o lendário capoeirista baiano Besouro Mangangá, símbolo de resistência, perseverança e amor à natureza. A obra é uma homenagem à cultura popular e à capoeira, convidando o leitor a valorizar as raízes afro-brasileiras.
Leitura que transforma


