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Família de Palhoça rifas e vende doces para pagar tratamento

Rodrigo Pompeu sofre crises convulsivas diárias desde janeiro. Sua família vende livro, pães e rifas para sobreviver enquanto ele não pode trabalhar.

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Desde o dia 30 de janeiro, a rotina do operador de logística Rodrigo Pompeu, de 38 anos, mudou por completo. Morador do bairro Aririú, em Palhoça, na Grande Florianópolis, ele passou a sofrer diversas crises convulsivas e conversivas ao longo do dia. As sequelas neurológicas acumuladas são sérias: fala lenta, dificuldade de locomoção, tonturas, dores de cabeça, confusão mental e perda de memória.

As crises continuam ocorrendo várias vezes ao dia, exigindo acompanhamento permanente. Por isso, a esposa, a produtora de eventos Mayara Campos, precisou interromper suas atividades profissionais para cuidar do marido em tempo integral.

O Rodrigo não pode ficar sozinho, precisa de supervisão permanente. Mayara Campos, esposa de Rodrigo Pompeu

Renda reduzida e despesas crescentes

Com Mayara impossibilitada de trabalhar, a única fonte de renda da família passou a ser o benefício do INSS recebido por Rodrigo, valor que ainda sofre descontos de pensões alimentícias de filhos que não moram com eles. O casal tem dois filhos juntos, de 6 e 15 anos.

As despesas seguem pesadas: aluguel, energia elétrica, telefone, internet e remédios. “Amigos e familiares nos ajudaram bastante no início, inclusive para pagar alguns exames. Mas as despesas voltaram”, conta Mayara.

As iniciativas para gerar renda

Diante da situação, Mayara e amigos da família organizaram diversas formas de arrecadação. A produtora vende seu livro digital “A Produção Tá On”, voltado ao mercado de eventos, e produz pães e doces artesanais sob encomenda. Duas amigas organizaram uma rifa solidária com múltiplos prêmios. Há ainda uma vaquinha digital, que até o momento arrecadou R$ 495,00 de uma meta de R$ 10 mil.

Outra iniciativa em planejamento é um campeonato beneficente de futebol, mas a família ainda precisa de apoio para encontrar um campo, recrutar times participantes, conseguir medalhas e troféus e organizar a divulgação do evento.


Serviço

Foto: Divulgação

Família de Palhoça rifas e vende doces para pagar tratamento
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