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Livro questiona padrões sobre sexualidade e desejo

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Entre padrões sociais, angústias afetivas e mudanças identitárias, a coletânea “Sexualidades Não Nascem Prontas: do nascimento ao envelhecimento” propõe enxergar a sexualidade como um processo em constante transformação ao longo da vida.

Organizado pelas psicanalistas Mônica Donetto Guedes e Renata Botelho, o livro publicado pela INM Editora reúne especialistas para discutir como desejo, corpo e identidade são atravessados pela cultura, pela história pessoal e pelas exigências da vida contemporânea.

O lançamento acontece no dia 13 de agosto de 2026, às 18h, na Livraria da Travessa do BarraShopping, no Rio de Janeiro. A entrada será gratuita e haverá sessão de autógrafos com as autoras participantes da coletânea.

“A sexualidade não é um destino, mas uma construção contínua, capaz de se adaptar às mudanças que o tempo impõe.”

Quando o desejo deixa de caber em fórmulas

A proposta da obra é abandonar a ideia de uma “sexualidade ideal” para pensar o desejo como algo que se constrói, se desfaz e se reinventa em diferentes etapas da existência. Em vez de respostas definitivas, os textos apostam na escuta e na singularidade das experiências humanas.

Com abordagem psicanalítica e multidisciplinar, os capítulos percorrem temas como relações afetivas, pressões sociais sobre o corpo, transformações identitárias e os impasses da vida a dois. A escrita combina linguagem acessível e rigor clínico para abordar questões que atravessam diferentes gerações.

Os impactos da vida contemporânea nos afetos

A coletânea também investiga como os vínculos afetivos são moldados pelas novas tecnologias, pelas exigências de produtividade e pelos silêncios que dificultam o encontro entre as pessoas. Ao longo dos textos, os autores refletem sobre os efeitos da padronização em um momento histórico marcado pela exposição constante e pela busca de desempenho.

Ao reconhecer a sexualidade como um território em permanente mutação, o livro defende a possibilidade de construir formas mais éticas e autênticas de relação consigo mesmo e com o outro. A obra propõe que o desejo humano seja entendido menos como norma e mais como experiência singular.

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