Ícone do site Aurora Cultural

Travessa do Leblon recebe lançamento de “Odisseu”

Travessa do Leblon recebe lançamento de “Odisseu”

Foto: Divulgação

Na Travessa do Leblon, imortais prestigiaram o lançamento de “Odisseu”, obra de Gilberto Schwartsmann que recria o épico de Homero

Instagram
Siga o Aurora Cultural no Instagram
Seguir @auroraculturalportal

Imortais celebram lançamento de “Odisseu” no Leblon

A Travessa do Leblon foi palco de um encontro raro entre representantes da Academia Nacional de Medicina, da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Filosofia. O motivo foi o lançamento de “Odisseu: O herói humano da Odisseia”, novo livro do médico oncologista e bibliófilo Gilberto Schwartsmann, que recria o épico de Homero em versos dactílicos, reverenciando a tradição e a poesia clássica.

Travessa do Leblon recebe lançamento de “Odisseu”
CARLOS MESQUITA

A obra e sua cadência poética

Escrito em versos dactílicos – uma sílaba forte seguida de duas fracas –, o livro busca criar uma cadência semelhante a um canto, remetendo à oralidade da literatura clássica. Schwartsmann, reconhecido como mecenas das artes e presidente da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, possui um vasto acervo de obras raras, incluindo primeiras edições de autores como Dante Alighieri e Homero.

As ilustrações da obra são assinadas por Zoravia Bettiol, de 90 anos, ícone das artes plásticas brasileiras.

Travessa do Leblon recebe lançamento de “Odisseu”
ERIK SUENSJO e ELIETE BOUSKELA

O discurso de Schwartsmann

Diante de tantos imortais, Schwartsmann destacou a relevância da obra de Homero:

“Junto com a Ilíada, começa o cânone literário ocidental. Parte da oralidade, toda contada em versos. A Odisseia é conhecida de todo mundo, até de quem nunca o leu, porque sempre alguém conta alguma sobre ela. É a história de um herói, Odisseu, que ao fim da guerra de Troia volta pra casa, Ítaca, numa viagem que dura 10 anos de aventuras. Se a gente pensa que Kafka foi original com Metamorfose, vem tudo da Odisseia.”

Ele também lembrou o mistério que envolve a autoria:

“Até hoje não se sabe se Homero foi o único autor da Odisseia. Talvez tenham sido muitos. Começa com a literatura oral, e séculos depois foi transcrita para a forma literária em livros.”

Um tributo à tradição

A noite reuniu acadêmicos, escritores e representantes da cultura em torno de uma obra que conecta passado e presente, reafirmando o poder da literatura clássica como inspiração universal.

Sair da versão mobile