Em apenas uma semana, 1.084 famílias entraram no programa: o microcrédito rural já movimenta R$ 338,7 milhões e tem 27.356 contratos ativos.
Produtores rurais, agricultores familiares, comunidades tradicionais e pequenos produtores vêm renovando contratos do microcrédito produtivo orientado (MPO), política pública coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) em parceria com a Caixa Econômica Federal. Desde o lançamento, em dezembro de 2024, a iniciativa já movimentou R$ 338,69 milhões nas regiões Norte e Centro-Oeste.
A expansão é puxada, em grande parte, pela renovação dos contratos. Só na primeira semana de janeiro, 1.084 novas famílias passaram a acessar o financiamento rural do MIDR. Com as novas adesões, o MPO soma 27.356 contratos ativos nas duas regiões.
Bônus de adimplência pode reduzir até 40%
Um dos maiores atrativos do MPO, no âmbito do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), são as condições diferenciadas de pagamento. O modelo prevê bônus de adimplência para quem mantém as parcelas em dia, com descontos entre 25% e 40%, de acordo com a localidade e a atividade financiada.
Na Região Norte, o abatimento pode chegar a 40% do valor contratado. Na prática, isso reduz o custo final do financiamento e incentiva a continuidade do crédito, especialmente para quem precisa reinvestir para ampliar produção e renda.
Cactvs leva o crédito a áreas com pouca presença bancária
A operacionalização do programa ocorre com atuação da Cactvs, instituição de pagamento credenciada pela Caixa e responsável pela execução do microcrédito produtivo orientado em territórios com baixa presença bancária. Segundo o release, a Cactvs conduz todo o ciclo do crédito, da prospecção e atendimento à formalização, acompanhamento técnico e liquidação dos contratos.
Além do acesso ao recurso, o MPO se diferencia pelo acompanhamento técnico contínuo. Cada produtor atendido recebe suporte de agentes de crédito, com orientação para planejar o uso do dinheiro, estruturar investimentos e monitorar resultados, com foco em eficiência econômica e sustentabilidade.
“Muitas vezes o produtor chega com a intenção de investir em um único item, mas, a partir do diálogo, conseguimos estruturar um projeto mais equilibrado, que reduz custos, amplia a capacidade produtiva e melhora a renda”
A avaliação é de Vlademir Junior, coordenador de microfinanças da Cactvs no Pará. Para ele, a orientação técnica tem peso direto no desempenho dos projetos financiados, ao ajustar prioridades e evitar decisões que aumentem custos no médio prazo.
O coordenador também destaca efeitos que vão além do caixa. “Em diferentes regiões, especialmente nas de difícil acesso, o crédito orientado tem permitido soluções que enfrentam vulnerabilidades históricas, como a falta de energia elétrica. Projetos de energia solar, por exemplo, promovem inclusão, melhoram as condições de produção e trazem mais dignidade às famílias atendidas”, afirma.
Ao combinar crédito, orientação técnica e presença territorial, o microcrédito produtivo orientado se firma como instrumento para fortalecer a agricultura familiar e ampliar a inclusão financeira no Norte e Centro-Oeste, com execução voltada à realidade de quem produz no campo.
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