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Brazilcore evolui e chega ao mercado premium com nova leitura

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O Brazilcore, tendência marcada pelo uso das cores da bandeira brasileira, começa a ganhar novos contornos no mercado de moda feminina ao migrar para propostas mais sofisticadas e técnicas. O que antes estava ligado ao vestuário esportivo e às manifestações populares agora passa por uma releitura que prioriza design, materialidade e construção de peça.

Essa transição vem sendo conduzida por marcas como Deep, LOE e Secret, que atuam sob o mesmo grupo e apostam em interpretações distintas da tendência. Em comum, está o objetivo de transformar cores vibrantes em elementos versáteis e atemporais dentro do guarda-roupa feminino.

Da estética popular ao design sofisticado

O movimento do Brazilcore deixa de ser apenas uma expressão visual direta para se tornar objeto de estudo dentro do design de moda. A mudança de percepção está diretamente ligada à forma como as peças são construídas e aos materiais utilizados.

Segundo a Deep, que possui atuação no Ceará, Paraná e Goiás, a escolha por tecidos de fibras naturais, como o linho, é determinante nesse processo. Ao substituir bases sintéticas por materiais mais nobres, a leitura das cores se transforma, ganhando profundidade e uma aparência mais duradoura.

A moda é um convite para o toque e a experimentação. Quando trazemos elementos de uma tendência popular como o Brazilcore, nosso objetivo é materializar uma curadoria que valorize a peça como um item de estilo atemporal

A afirmação é de Ana Paula Aguiar, diretora criativa e proprietária da Deep, que aponta a curadoria como elemento central na evolução da tendência.

Estratégias que redefinem o uso das cores

Para que o verde-bandeira e o amarelo-canário sejam incorporados a propostas mais sofisticadas, o mercado tem adotado três caminhos principais, que vão além da escolha estética e entram no campo técnico da moda.

Essas estratégias permitem que as cores deixem de ser protagonistas isoladas e passem a dialogar com diferentes contextos, incluindo ambientes corporativos e ocasiões formais.

Interpretações distintas dentro do mesmo movimento

Na LOE, o Brazilcore é incorporado a partir da ideia de versatilidade. A proposta da marca é construir um guarda-roupa funcional, no qual a cor atua como elemento de expressão sem comprometer a elegância das peças.

“Quando trabalhadas em modelagens bem estruturadas e associadas a tons neutros, essas cores ganham sofisticação e ampliam as possibilidades de uso. O desafio está justamente em equilibrar identidade e atemporalidade”, afirma Ana Paula Aguiar, também porta-voz da LOE.

Já na Secret, o olhar se volta para a valorização da autenticidade feminina. A marca utiliza o verde e o amarelo como ferramentas de comunicação de estilo, inseridas em peças que priorizam acabamento, qualidade e funcionalidade.

“As consumidoras estão cada vez mais interessadas em peças que transmitam personalidade. O verde e o amarelo aparecem como elementos de destaque, mas inseridos em propostas que priorizam qualidade, acabamento e versatilidade”, explica Alice Lima, diretora da Secret.

Entre identidade e permanência

O avanço do Brazilcore no segmento premium revela uma mudança importante no comportamento do consumidor e na forma como tendências são absorvidas pela indústria. Mais do que um movimento visual, trata-se de uma busca por identidade que precisa ser traduzida em peças com longevidade.

Nas coleções de Deep, LOE e Secret, essa transição se materializa por meio do equilíbrio entre conceito e execução. A tendência deixa de ser apenas um reflexo cultural imediato e passa a ocupar um espaço mais duradouro, sustentado por design autoral, escolha de materiais e construção de valor.

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