Charms ganham nova leitura com a geração atual. Marca CUFF lança coleção que une estilo, memória e liberdade de expressão com design moderno
Os charms, também conhecidos como pingentes, estão de volta ao cenário da moda contemporânea, agora com uma abordagem mais livre, visual e personalizada. Ícones de memórias afetivas e estilo individual, essas pequenas peças retornam impulsionadas por uma nova geração que valoriza autenticidade e expressão pessoal sem abrir mão da estética e da criatividade.
Embora tenham ganhado notoriedade no Brasil nos anos 2000, com pulseiras populares da Pandora e Vivara, os charms passam agora por uma releitura contemporânea. Se antes eram usados para marcar momentos importantes, como um álbum de memórias em miniatura, hoje os pingentes assumem um papel mais estético, por vezes irônico e despretensioso. Não é mais necessário seguir uma ordem ou contar uma história cronológica — o foco está na composição visual, que comunica estilo e estado de espírito.

Neste novo movimento, marcas independentes têm se destacado ao atualizar não apenas o design, mas também o discurso que envolve os acessórios. Um exemplo é a brasileira CUFF, que acaba de lançar a coleção Bling Ring, inspirada nessa estética de experimentação. A coleção traz pingentes versáteis que podem ser usados em colares, brincos e pulseiras, propondo uma forma de uso mais intuitiva, flexível e voltada à liberdade criativa.
Os itens da linha incluem corações, pérolas, letras e outros elementos do imaginário fashion, acompanhados por um acessório funcional chamado “click” — que pode ser liso ou cravejado — permitindo que o usuário prenda, solte ou reorganize os pingentes com facilidade. A ideia central é permitir que cada pessoa monte composições únicas, traduzindo o próprio estilo com liberdade e personalidade.

Segundo Brenda Piccirillo, fundadora da CUFF, a proposta nasceu da observação do comportamento de mulheres que “brincam com a moda e não seguem fórmulas prontas”. Com mais de 150 mil acessos mensais, a marca tem apostado em coleções autorais que dialogam diretamente com os desejos de um público que busca acessórios com significado, mas sem rigidez.
Mais do que uma tendência pontual, o retorno dos charms revela uma mudança de comportamento. Os acessórios deixam de ser apenas lembranças materializadas e se transformam em símbolos visuais de identidade — combináveis, intercambiáveis e cheios de possibilidades. Essa nova fase do uso dos pingentes reforça uma moda que acolhe o improviso, o afeto, o humor e, acima de tudo, a expressividade individual.
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