Amanda Sarmento dá um passo decisivo em sua trajetória com o lançamento de “ECLIPSE”, seu primeiro álbum de estúdio, disponível nas plataformas digitais desde a meia-noite de 19 de junho. O projeto nasce como um mergulho em ciclos emocionais, transformando experiências pessoais em uma narrativa sonora que percorre diferentes fases da vida e da identidade da artista.
Produzido por Iuri Rio Branco, o disco reúne 12 faixas que transitam entre rap, R&B, afrobeat, trap e música eletrônica. Mais do que explorar gêneros, Amanda constrói uma linha narrativa que conecta todas as músicas a partir de um eixo central: a travessia entre sombra e luz, perda e reencontro, vulnerabilidade e força.
Um álbum sobre atravessar ciclos
A ideia de eclipse, que dá nome ao trabalho, funciona como metáfora para os processos emocionais que atravessam a vida da artista. A imagem de algo que encobre a luz sem apagá-la orienta toda a construção conceitual do disco.
O eclipse é um fenômeno que acontece quando algo encobre a luz por um instante, mas sem apagar sua existência. Acho que isso conversa muito com os ciclos emocionais que vivemos.
A partir dessa perspectiva, o álbum se desenvolve como um percurso de autoconhecimento. Amanda aborda momentos de fragilidade, mas também de reconstrução, revelando um olhar íntimo sobre suas próprias vivências. A proposta não é linear, mas emocional — cada faixa representa um estado, uma fase, um deslocamento interno.
Empresariada pela atriz Clara Moneke, amiga de longa data, a artista consolida neste trabalho uma fase de amadurecimento criativo. A relação entre vida pessoal e produção artística aparece de forma direta, sem filtros, guiando tanto as letras quanto as escolhas sonoras.
Processo criativo e transformação
A construção de “ECLIPSE” aconteceu ao longo de meses, reunindo composições criadas em diferentes momentos da vida de Amanda. Esse caráter fragmentado no tempo contribui para a diversidade emocional do disco, que não se prende a uma única fase ou perspectiva.
Durante o processo, a artista viveu uma mudança temporária do Rio de Janeiro para São Paulo. A experiência impactou diretamente o desenvolvimento do projeto, especialmente na parceria com Iuri Rio Branco, com quem finalizou o álbum após uma intensa rotina de sessões em estúdio.
Essa imersão permitiu à artista experimentar novas formas de escrita e aprofundar temas que já estavam presentes em sua trajetória. O resultado é um trabalho que combina intuição e precisão, mantendo uma coerência narrativa mesmo diante da variedade de estilos musicais.
Faixas e colaborações
Além dos singles já conhecidos, como “QUENTE” e “SUBMERSA”, este último em parceria com Tássia Reis, o álbum apresenta outras dez faixas inéditas que ampliam o universo do projeto.
Entre os destaques está “EU JÁ SOFRI DEMAIS”, com participação de Ruas Mc, e o interlúdio “CHEGA MAIS PERTO”, que conta com Dona Maria Poeta. As colaborações foram escolhidas de forma estratégica, contribuindo para a construção da narrativa e reforçando diferentes camadas emocionais do disco.
- OBSESSÃO
- QUENTE
- ME DEIXA LIVRE
- VOCÊ NO PLANTÃO
- EU JÁ SOFRI DEMAIS (feat. Ruas MC)
- SOUL EU
- CHEGA MAIS PERTO (part. Dona Maria Poeta)
- SUBMERSA (feat. Tassia Reis)
- MULHER
- EU NÃO LIGO
- ASSALTO
- MANIFESTO
Mesmo com a diversidade de estilos e participações, o álbum mantém unidade por meio da interpretação vocal e da identidade estética construída ao longo das faixas. Cada música ocupa um lugar específico dentro da jornada proposta.
Experiência visual e identidade artística
O lançamento de “ECLIPSE” chega acompanhado de uma série de visualizers que expandem a experiência do álbum. Com direção criativa de Gabe Lima, os vídeos foram pensados para reforçar os conceitos centrais do projeto, como dualidade, transformação e renascimento.
A proposta audiovisual dialoga diretamente com a construção sonora do disco, criando uma experiência mais imersiva. A estética acompanha o tom introspectivo e simbólico do álbum, ampliando a forma como o público pode se conectar com as músicas.
Para Amanda Sarmento, o projeto representa um ponto de virada. Mais do que um primeiro álbum, “ECLIPSE” surge como a síntese de sua identidade artística até aqui — um trabalho que reúne diferentes versões de si mesma em um mesmo corpo criativo.
É um álbum sobre aceitar as próprias contradições e entender que força e vulnerabilidade podem existir juntas.
Uma nova etapa na carreira
Cantora, compositora e rapper carioca, Amanda Sarmento vem sendo apontada como uma das vozes promissoras da nova música brasileira. Sua trajetória é marcada pela fusão de gêneros e por uma abordagem que combina sensibilidade melódica com força narrativa.
Desde a infância, quando começou a cantar na igreja, a artista desenvolveu uma relação próxima com a música. Ao longo dos anos, construiu uma linguagem própria, transitando com naturalidade entre diferentes estilos e explorando temas como identidade, afeto e força feminina.
Com “ECLIPSE”, Amanda inaugura uma nova fase, consolidando sua presença na cena e apresentando ao público um retrato mais completo de sua trajetória pessoal e artística.
Serviço
- Álbum: ECLIPSE
- Artista: Amanda Sarmento
- Data de lançamento: 19 de junho
- Plataformas: https://sndo.ffm.to/zonoee4

