Ícone do site Aurora Cultural

Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhotto abrem vendas de turnê inédita

arnaldo antunes e adriana calcanhotto abrem vendas de turne inedita featured

O cuidado rigoroso com a palavra sempre aproximou Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhotto ao longo de três décadas, mas apenas agora essa sintonia se transforma em um álbum conjunto de inéditas e em uma turnê nacional que estreia em março de 2027.

Batizado de Vice-Versa e lançado pela Universal Music Brasil nas plataformas de áudio, o projeto materializa o encontro dos universos artísticos de Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhotto. A venda geral de ingressos para a série de apresentações começa no dia 25 de setembro, ao meio-dia, pelo endereço https://viceversaturne.com.br/ e nas bilheterias oficiais.

Realizada pela 30e e apresentada pelo Itaú Live, plataforma de música do Itaú Unibanco, a excursão passará por seis capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Curitiba. O espetáculo leva para a cena o repertório recém-gravado em diálogo com composições que marcaram as trajetórias individuais dos dois músicos.

É como se a nossa parceria estivesse esperando todos esses anos, desde Para Lá, para desabrochar de vez. Acho que esse processo foi marcado por uma admiração mútua, que permite expressar abertamente nossas afinidades e diferenças e perceber como elas acabam se complementando.

Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhotto abrem vendas de turnê inédita
Foto: Leo Aversa

Três décadas de diálogo até o repertório inédito

A relação criativa entre os dois artistas teve início na década de 1990, alimentada por referências literárias em comum, amizades, exposições e regravações. Apesar da proximidade constante, a assinatura compartilhada de uma música havia ocorrido somente uma vez, na faixa Para Lá. Lançada pelo cantor no disco Qualquer (2006) e registrada pela cantora em Maré (2008), a canção concorreu ao Latin GRAMMY na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa.

O impulso definitivo para retomar a escrita a quatro mãos surgiu em 2024, quando dividiram um show inteiro pela primeira vez. Ao planejarem uma circulação conjunta, descartaram o formato de retrospectiva focada apenas em sucessos antigos e decidiram construir um trabalho do zero, apontando para o futuro da dupla.

Segundo a compositora gaúcha, o processo permitiu criar novas memórias e expandir o diálogo artístico acumulado ao longo dos anos. Para o ex-integrante dos Titãs, a surpresa do projeto residiu justamente na leveza com que as sessões de composição fluíram e deram origem à totalidade do registro fonográfico, cujo texto de apresentação é assinado pela escritora Noemi Jaffe.

Contrastes poéticos e produção de Pupillo

Ao longo das 11 faixas do álbum, a troca criativa se desdobra em dez composições conjuntas e incorpora elementos fundamentais da formação de ambos. O repertório inclui Na Minha Carne Viva, escrita em parceria com Marisa Monte, além de Sorriso Livro, releitura do grupo Timbalada. A produção musical leva a assinatura de Pupillo, ex-integrante da Nação Zumbi, que também assume a bateria e a percussão no disco.

O jogo de opostos sugerido pelo título atravessa a construção lírica das faixas. Em As Bancas de Jornais, os autores conectam o excesso de consumo à naturalização da violência cotidiana. Já Também Capaz reflete sobre a urgência do encontro humano em meio à rotina acelerada.

A faixa Agora Juntos explora tensões semânticas e aproxima conceitos contrastantes no trato com a palavra, enquanto Não Me Deu, responsável por encerrar o disco, parte da ideia de ausência para abrir espaço ao que é essencial.

Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhotto abrem vendas de turnê inédita
Foto: Leo Aversa

Cenografia de Daniela Thomas e concepção de palco

Na transposição do estúdio para o palco, o novo repertório assume o centro da narrativa, abrindo caminho para que canções conhecidas do público ganhem novos arranjos na voz da dupla. Para dar forma visual a esse terceiro universo artístico nascido da fusão dos dois criadores, a direção de arte foi confiada a Daniela Thomas.

Reconhecida no cinema, no teatro e nas artes visuais, a diretora assinou recentemente a cenografia de TEMPO REI, última turnê de Gilberto Gil, além de acumular no currículo a direção de arte de Ainda Estou Aqui, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional, e da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Para Carol Pascoal, VP de Marketing e Comunicação da produtora responsável pelos shows, a montagem ao vivo preserva a atenção aos detalhes presente na gravação e amplia as possibilidades da criação conjunta. Já Paulo Lima, presidente da gravadora do projeto, destaca a relevância de dois nomes consolidados decidirem se desafiar com um material autoral inteiramente novo, visão compartilhada por Rodrigo Montesano, superintendente de Experiências e Conexões de Marca da instituição financeira patrocinadora.

Serviço

Turnê Vice-Versa – Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhotto

São Paulo

Rio de Janeiro

Belo Horizonte

Recife

Porto Alegre

Curitiba


Sair da versão mobile