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Banksy vira música eletrônica em novo EP do selo Luna Music

Rodrigo Campello e Maíra Knox traduzem a arte urbana e provocadora de Banksy em som: o EP “Peças de Uma Exposição – Vol. 3” chega às plataformas nesta segunda, 30 de março.

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Arte urbana convertida em paisagem sonora

O selo Luna Music lança o terceiro volume do projeto “Peças de Uma Exposição”, idealizado pelo compositor Rodrigo Campello. Desta vez, o convidado é o universo urbano, político e irônico do artista britânico Banksy — e a voz feminina que conduz essa jornada é da DJ, compositora e chef de cozinha Maíra Knox. O EP chega a todos os aplicativos de música nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, com distribuição da Labidad Produções.

Depois de transitar pelo modernismo brasileiro no Volume 1 e pela estética celta e renascentista inglesa no Volume 2, Campello desloca sua investigação artística para as contradições sociais das décadas de 2010 e 2020. O ponto de partida foram os textos de Maíra Knox — escritos em forma de colagem, reunindo impressões e pensamentos que ecoam experiências coletivas.

“A colagem dadaísta dos textos de Maíra me levam direto ao trabalho e à posição desse artista fantástico, atual, que joga com a própria identidade (quem é Banksy?) e com a eterna luta entre o velho, passado e o novo. Mas, como disse o Poeta, o novo sempre vem.” — Rodrigo Campello

Três faixas, três retratos do presente

O EP reúne três composições assinadas em parceria por Campello e Knox, cada uma abrindo uma janela diferente para o contemporâneo.

Coisa Fútil

A faixa de abertura começa com o som de uma arminha de plástico e samples de rádios populares, evoluindo para uma atmosfera que remete ao funk carioca. O tema é central e irônico: as dificuldades de se relacionar em um mundo dominado por superficialidades, redes sociais e imagens fabricadas. A pose glamurosa é exposta em toda a sua fragilidade.

Pra Que

O tom se torna mais direto e reflexivo. A segunda faixa questiona um mundo estruturado por desigualdade, consumo, violência e alienação. Tem saída um mundo baseado em petróleo, fome, falsidade e corrupção? A música propõe uma pausa crítica — e traz mais perguntas do que respostas.

Désirs Incertains

Encerrando o EP, a faixa em francês explora ambiguidades emocionais entre rejeição e desejo. Como gesto conceitual, Campello constrói a base harmônica a partir de uma inversão da estrutura de “Je t’aime… moi non plus”, de Serge Gainsbourg — recriando o ambiente sonoro do clássico sob uma nova perspectiva. Homenagem e desconstrução coexistem.

A sonoridade do EP é majoritariamente eletrônica, mas profundamente híbrida. Incorpora referências ao funk carioca, à literatura de Charles Bukowski e ao rock francês dos anos 1960, além de samples de transmissões de rádio e brinquedos sonoros. A capa foi assinada por Alexandre Pernan.


Serviço

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Banksy vira música eletrônica em novo EP do selo Luna Music
Foto: Divulgação
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