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Barão Vermelho Encontro chega ao Rio com formação original

A formação original do Barão Vermelho sobe ao palco da Farmasi Arena no dia 30 de abril, com Ney Matogrosso de convidado e poucos ingressos restantes.

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Quarenta e quatro anos separam os primeiros ensaios na sala de Mauricio Barros do palco da Farmasi Arena. Na quinta-feira, 30 de abril, Roberto Frejat, Guto Goffi, Mauricio Barros e Dé Palmeira se reencontram no Rio de Janeiro para a turnê Barão Vermelho Encontro — e levam junto o guitarrista Fernando Magalhães, que entrou no grupo em 1985, e o cantor Ney Matogrosso como convidado especial.


Realizada pela 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo, e apresentada pelo Itaú Live, a turnê nasce do mesmo conceito que reuniu os Titãs na label “Encontro”: uma superprodução com telões de ponta, cenografia imersiva e sistema de luz que transporta o público para a atmosfera da banda. “Estamos certos de que o Barão Vermelho Encontro vai repetir o sucesso da turnê histórica do Titãs Encontro”, afirmou Alexandre Wesley, VP de Global Touring da 30e.


Uma banda disfuncional que funcionava


Quando o jornalista e produtor Ezequiel Neves ouviu a primeira fita do Barão Vermelho, sentenciou: “É rock puro, escrachado e demencial, imperfeito e carnívoro. Trombetas selvagens anunciando o começo de um novo mundo”. A descrição ainda cola. O grupo emergiu da fusão de referências distintas: Dé Palmeira trazia a música brasileira e os Novos Baianos, Frejat flertava com o blues, enquanto Mauricio Barros e Guto Goffi chegavam pelo rock mais cru. Cazuza era a síntese de tudo isso.


Na contramão da Jovem Guarda e dos próprios Mutantes, o Barão definiu o que seria a atitude de um rock and roll cantado em português. Não à toa, o grupo se tornou um dos pilares do BRock — e as letras, que misturavam poesia e irreverência, atravessaram gerações. “Era uma banda disfuncional que funcionava”, resumiu Mauricio Barros no documentário Barão Vermelho: Por que a gente é assim?


O que esperar do show


O repertório percorre todas as fases da banda. De “Todo Amor Que Houver Nessa Vida” — a parceria entre Cazuza e Frejat que, após ser cantada por Caetano Veloso no Canecão, projetou o nome do grupo —, a hinos como “Por Você”, “Bete Balanço”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Maior Abandonado”, “Puro Êxtase” e “Codinome Beija-Flor”. A presença de Ney Matogrosso promete acrescentar uma camada extra de emoção às noites carioca e paulistana.


“É especial fazer essa série de shows com nossos amigos Dé e Frejat. Será como no início, nos primeiros ensaios, ainda na sala da minha casa, mesmo antes da chegada do Cazuza”, disse Mauricio Barros. Para Frejat, o reencontro com a banda que fundou em 1982 é o ponto de partida para celebrar 44 anos de carreira: “Não tenho como comemorar essa data sem passar pelo Barão Vermelho, que foi o início de tudo”.


Considero esse projeto um presente da vida. Poder subir ao palco junto com Frejat, Mauricio Barros e Guto Goffi para celebrarmos aquele encontro que aconteceu há mais de quarenta anos e que transformou as nossas vidas é uma alegria imensa.

Dé Palmeira

Mauricio Barros e Guto Goffi fazem uma pausa na turnê atual do Barão, a “Do Tamanho da Vida”, para se dedicar ao Encontro. Logo após a passagem pela formação original, os dois retornam à estrada com a formação vigente e com previsão de lançar material inédito — o que torna a turnê ainda mais relevante como marco de transição.


Portões abrem às 19h


O show tem previsão de início às 22h. Jovens a partir de 16 anos podem entrar desacompanhados; crianças e adolescentes entre 5 e 15 anos precisam estar com pais ou responsáveis legais. Os ingressos estão disponíveis pelo site da Eventim e os últimos lugares estão se esgotando rapidamente.




Serviço




Barão Vermelho Encontro chega ao Rio com formação original
Foto: Pedro Dimitrow

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