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Bernardo Lobo reúne gerações da MPB em show único no Ipanema

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Bernardo Lobo leva ao palco do Teatro Ipanema Rubens Corrêa, no dia 30 de junho, um espetáculo que atravessa gerações da música brasileira. Em “Lobo por Lobo”, o artista revisita a própria trajetória ao mesmo tempo em que mergulha no legado familiar, reunindo no repertório composições que marcaram diferentes momentos da MPB.

A apresentação integra o projeto Terças no Ipanema e será única. No palco, Bernardo estará acompanhado pelo Café Trio, formado por Nico Bueno (baixo), Luiz Mauro Filho (piano) e Lucas Fê (bateria), criando a base sonora para um show que combina memória, identidade e continuidade artística.

Um repertório que conecta gerações

Lobo por Lobo” não é apenas um show, mas um encontro entre diferentes momentos da música brasileira. Filho de Edu Lobo e neto de Fernando Lobo, Bernardo constrói um repertório que costura essas heranças com naturalidade, apresentando clássicos que seguem vivos no imaginário coletivo.

stura essas heranças com naturalidade, apresentando clássicos que seguem vivos no imaginário coletivo.

Entre as canções escolhidas estão “Lero-Lero”, “Reza”, “Arrastão”, “Ponteio”, “Choro Bandido” e “Ciranda da Bailarina”, obras emblemáticas de Edu Lobo. O espetáculo também inclui “Zum-Zum” e “Chuvas de Verão”, assinadas por Fernando Lobo, além de outras composições que ajudam a desenhar esse panorama familiar e artístico.

O resultado é um show que equilibra reverência e interpretação contemporânea, sem se limitar a um tributo. A proposta é fazer dialogar passado e presente, revelando como essas canções continuam ressoando em novos contextos.

Participações especiais no palco

A noite ganha ainda mais peso com a presença de dois nomes fundamentais da música brasileira. Edu Lobo, referência direta na formação artística de Bernardo, participa do espetáculo, ampliando o sentido de encontro geracional que marca o projeto.

O cantor e compositor Zé Renato também integra a apresentação como convidado especial, reforçando o caráter coletivo do show e adicionando novas camadas de interpretação ao repertório.

“Meu pai é uma referência para mim, como músico e como pessoa. Sou filho da canção brasileira e não quero me afastar nunca dela”

A apresentação será registrada e dará origem a um futuro álbum digital, com lançamento previsto pela Biscoito Fino, ampliando o alcance do espetáculo para além do palco.

A trajetória de Bernardo Lobo

Com uma formação musical marcada por referências familiares e parcerias relevantes, Bernardo Lobo construiu uma carreira sólida ao longo de oito álbuns. O mais recente, “Bons Ventos”, lançado em 2023, reafirma sua identidade como compositor em sintonia com a música brasileira contemporânea.

Sua obra transita por diferentes ritmos, como samba, baião, ciranda, afoxé e xote, criando uma linguagem própria que dialoga com tradição e inovação. Ao longo da carreira, colaborou com nomes como Milton Nascimento, Ivan Lins, Paulo César Pinheiro, Marcos Valle, Seu Jorge, Nelson Motta, Joyce Moreno e Pedro Luís.

Nos palcos, dividiu apresentações com artistas como Chico Buarque, João Bosco, Cássia Eller, Carminho, João Donato, Daniel Jobim, Roberto Menescal e Wanda Sá, sua mãe, cantora e violonista que também integra essa linhagem musical.

O projeto Terças no Ipanema

Responsável por devolver a música ao palco do Teatro Ipanema, o projeto Terças no Ipanema teve início em janeiro de 2025 e rapidamente se consolidou como um dos principais pontos de encontro da cena musical carioca.

e se consolidou como um dos principais pontos de encontro da cena musical carioca.

Na primeira temporada, foram realizados 50 shows, com uma média de 90% de ocupação, resultado que evidencia o interesse do público e a força da proposta. A iniciativa conta com curadoria artística própria e faz parte de um acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, que integrou o espaço à Rede Municipal de Teatros.

A proposta do projeto é valorizar apresentações ao vivo em um espaço histórico, promovendo encontros entre artistas e público em um ambiente de proximidade e experimentação.

Um palco histórico da cultura carioca

O Teatro Ipanema Rubens Corrêa carrega uma trajetória marcante na cultura brasileira. Inaugurado em 1968 por Rubens Corrêa e Ivan Albuquerque, o espaço nasceu de forma quase improvisada, no quintal da casa de Rubens, inicialmente usado para ensaios e armazenamento de cenários.

Ao longo das décadas, tornou-se um importante celeiro de talentos, revelando nomes como José Wilker, José de Abreu e o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone. Mais do que um palco, o teatro se consolidou como espaço de experimentação artística e resistência cultural.

Após reestruturação, foi integrado à Rede Municipal de Teatros e retomou suas atividades em 2012, mantendo uma programação diversificada voltada para o público adulto e infantil.


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