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Bia Ferreira sobe ao palco do jazz mundial em Chicago

Única brasileira no All-Star Global Concert da UNESCO, Bia Ferreira divide o palco com Herbie Hancock e Buddy Guy no Lyric Opera House em 30 de abril.

No dia 30 de abril, Chicago recebe o mundo. A cidade americana assume o papel de Global Host City do Dia Internacional do Jazz 2026, e é lá, no imponente Lyric Opera House, que acontece o All-Star Global Concert — o maior palco coletivo do jazz mundial. No centro dessa celebração histórica, uma voz brasileira: Bia Ferreira.

Cantora, compositora e multi-instrumentista, Bia é a única representante do Brasil no elenco principal do show que marca o 15º aniversário da data instituída pela UNESCO. Ao seu lado, nomes que definiram décadas de música negra mundial: o pianista Herbie Hancock, o baixista Marcus Miller, o lendário bluesman Buddy Guy e a baterista Terri Lyne Carrington.

Uma voz brasileira no epicentro do jazz mundial

Sob a regência do maestro John Beasley, Bia Ferreira se apresenta ao lado de Dianne Reeves, Gregory Porter, Dee Dee Bridgewater, Jacob Collier, Kurt Elling e Lizz Wright. É um encontro de gerações e geografias que raramente acontece em um único palco.

Ela mesma resume o peso do momento com a clareza de quem chegou até ali por mérito próprio. “Eu estou extremamente emocionada de ter sido considerada uma artista relevante para fazer parte do aniversário de 15 anos do Dia Internacional do Jazz, principalmente aqui em Chicago, que é a casa do Herbie Hancock”, disse a artista.

“Estar ao lado dessas pessoas que são lendas do jazz, da música negra mundial, músicos extremamente virtuosos que eu admiro demais, cantores que eu nunca nem sonhei em estar junto porque nunca pensei que fosse possível. Mas a arte pôde me proporcionar esse encontro tão especial, é um dos palcos mais relevantes que eu já ocupei coletivamente.” — Bia Ferreira

Mais do que uma conquista pessoal, Bia enxerga no convite uma responsabilidade coletiva. “Fico muito feliz em poder trazer o nome do Brasil para o Lyric Opera House, que é a casa mais importante de Chicago, mostrar que o Brasil tem várias referências do jazz como a Tania Maria, Amaro Freitas, Jonathan Ferr”, afirmou. Para ela, o caminho até Chicago foi pavimentado por anos de coerência artística e resistência. “Isso é resultado de não acreditar nas pessoas que tentam me colocar para baixo. E é um recado para dizer que o que me trouxe até aqui foi a minha arte e a possibilidade de crença na transformação que ela proporciona.”

Uma trajetória construída show a show

O convite para Chicago não veio do acaso. Entre 2023 e 2025, Bia Ferreira realizou mais de 160 apresentações em 24 países da América, Europa e África, consolidando-se como uma das artistas brasileiras independentes com maior presença internacional no período. Seus shows, sempre intensos e participativos, misturam música profundamente enraizada na cultura afrodiaspórica com momentos de reflexão e acolhimento que transcendem barreiras de idioma.

Ela soma dois álbuns na discografia — Igreja Lesbiteriana, Um Chamado (2019) e Faminta (2023) — e está prestes a lançar Améfrica, seu novo trabalho previsto para 2026. No concerto de Chicago, a artista terá espaço para apresentar uma música autoral, levando sua composição ao maior palco coletivo da história recente do jazz.

O All-Star Global Concert será transmitido ao vivo para o mundo todo pelo YouTube e pelo Facebook do canal Jazz Day, conectando milhões de espectadores à celebração em Chicago a partir das 22h (horário de Brasília).


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Bia Ferreira sobe ao palco do jazz mundial em Chicago
Foto: Frederico Conceptual
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