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Blaxtream grava álbum dos sonhos na França aos 10 anos

O selo Blaxtream leva quatro nomes da música instrumental brasileira ao histórico Studio La Buissonne, na França, e lança O Tempo das Cores no dia 27 de março.

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Dez anos depois de sua primeira gravação, o selo Blaxtream marca a data com um projeto à altura da trajetória: um álbum registrado no Studio La Buissonne, em Pernes-les-Fontaines, no sul da França. O estúdio é reconhecido mundialmente por sua parceria histórica com a ECM Records e por um som inconfundível que atravessa décadas de música instrumental de alto nível.

O disco reúne quatro instrumentistas de referência da cena brasileira contemporânea: Edu Ribeiro (bateria), Vinícius Gomes (guitarra e violão), Toninho Ferragutti (acordeom) e Bruno Migotto (contrabaixo). A gravação e mixagem foram conduzidas por Gérard de Haro, engenheiro central na história do La Buissonne e responsável por discos fundamentais da música instrumental internacional.

Um sonho cultivado por anos

A escolha do estúdio não foi casual. Para Thiago Monteiro, responsável pela pós-produção e masterização do álbum, realizar aquela gravação representava muito mais do que uma decisão técnica.

“Gravar no La Buissonne era um sonho que tínhamos há bastante tempo. É um estúdio onde nasceram discos icônicos, de sonoridades belíssimas. E que, em cada canto, é possível sentir a história escrita por nossos ídolos e referências. Então levar a nossa música brasileira para aquele espaço foi um momento muito especial. A proposta era reunir artistas com cumplicidade musical entre si e com uma forte relação com a improvisação e a composição. Cada um trouxe duas peças e, a partir disso, o disco foi se construindo em um diálogo entre essas linguagens.” — Thiago Monteiro, pós-produção e masterização

Polirritmia, improvisação e composição

O repertório do álbum percorre atmosferas diversas. Cada músico contribuiu com duas composições próprias, o que deu ao projeto uma identidade coletiva e plural. O disco abre com Pecadinho e Cura, de Vinícius Gomes, e inclui ainda Alfredo e Egberto, de Toninho Ferragutti, numa releitura que dialoga com os grandes mestres da música brasileira.

Bruno Migotto assina Bode On e a faixa-título, O Tempo das Cores, que empresta o nome ao álbum. Edu Ribeiro fecha o repertório com Pro Fernando e Osasqueana. Juntos, os oito temas exploram camadas polirrítmicas com liberdade, sensibilidade e profunda interação entre os músicos.

33 álbuns e um olhar para o futuro

Com 33 álbuns no catálogo, todos dedicados à música instrumental autoral brasileira, o Blaxtream vê em O Tempo das Cores um símbolo dos dez anos de existência — e do caminho que ainda deseja percorrer.

“Nesse ano comemorativo, lançar um projeto como esse tem um significado muito grande para nós. É uma forma de celebrar esses dez anos olhando para o caminho que ainda queremos percorrer.” — Thalita Magalhães, produtora executiva do Blaxtream

O projeto contou com o patrocínio da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, que viabilizou o transporte dos músicos até a Europa, e da Imediato Nexway.


Serviço

Blaxtream grava álbum dos sonhos na França aos 10 anos - Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
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