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Blaxtream grava na França e celebra 10 anos com novo álbum

O Tempo das Cores, novo álbum do selo Blaxtream, foi gravado no lendário Studio La Buissonne, na França, com quatro nomes centrais da música instrumental brasileira.

Dez anos separam a primeira gravação do selo Blaxtream deste momento. Para celebrar a data, o selo escolheu cruzar o Atlântico e registrar um novo álbum no Studio La Buissonne, em Pernes-les-Fontaines, no sul da França — um espaço com história profunda ligada à ECM Records e a discos que moldaram a música instrumental mundial. O resultado é O Tempo das Cores, que acaba de chegar às plataformas digitais.

O quarteto reunido para o projeto reúne quatro músicos de trajetórias consolidadas na cena instrumental brasileira: Edu Ribeiro (bateria), Vinícius Gomes (guitarra e violão), Toninho Ferragutti (acordeom) e Bruno Migotto (contrabaixo acústico). A escolha não foi aleatória. A proposta era justamente reunir artistas com cumplicidade musical entre si e uma relação forte tanto com a composição quanto com a improvisação.

Um sonho cultivado há anos

Para Thiago Monteiro, responsável pela pós-produção e masterização do álbum, estar naquele estúdio tinha um peso simbólico inegável. “Gravar no La Buissonne era um sonho que tínhamos há bastante tempo”, conta. “É um estúdio onde nasceram discos icônicos, de sonoridades belíssimas. E que, em cada canto, é possível sentir a história escrita por nossos ídolos e referências. Então levar a nossa música brasileira para aquele espaço foi um momento muito especial.”

À frente da engenharia de gravação e mixagem estava Gérard de Haro, figura central na história do La Buissonne e nome ligado a alguns dos registros mais importantes da música instrumental internacional. O assistente de gravação foi David Blanchet.

Composição em diálogo

O disco nasceu de uma lógica colaborativa e equilibrada: cada músico trouxe duas composições próprias. “A proposta era reunir artistas com cumplicidade musical entre si e com uma forte relação com a improvisação e a composição. Cada um trouxe duas peças e, a partir disso, o disco foi se construindo em um diálogo entre essas linguagens”, explica Thiago Monteiro.

O repertório percorre atmosferas distintas com fluidez. Da releitura de Alfredo, composição de Toninho Ferragutti, até a faixa-título O Tempo das Cores, assinada por Bruno Migotto, o quarteto explora camadas polirrítmicas com sensibilidade e uma interação que só se constrói com anos de estrada compartilhada.

Repertório

33 álbuns e um olhar para o futuro

Com 33 álbuns no catálogo — todos dedicados à música instrumental autoral brasileira —, o Blaxtream chega à marca de dez anos com um projeto que olha tanto para a história quanto para o que ainda está por vir. “Nesse ano comemorativo, lançar um projeto como esse tem um significado muito grande para nós”, afirma Thalita Magalhães, produtora executiva do selo. “É uma forma de celebrar esses dez anos olhando para o caminho que ainda queremos percorrer.”

A gravação foi viabilizada com o patrocínio da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, responsável pelo transporte dos músicos até a Europa, e da Imediato Nexway. O álbum foi gravado em março de 2026 e já está disponível nas principais plataformas de streaming.


Serviço

Blaxtream grava na França e celebra 10 anos com novo álbum
Foto: Divulgação

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