Com composições desenvolvidas ao longo de mais de dez anos, o álbum “Teiurutau” propõe novas leituras para a música do interior paulista ao cruzar a psicodelia caipira com a música eletrônica e o rock.

O encontro da tradição com a experimentação
Após uma década de experimentações e gravações, Mateus Paludetti reúne diferentes momentos da sua trajetória na nova obra. No disco, ritmos tradicionais do interior paulista, como o cururu e o cateretê tocados na viola caipira, encontram as frequências de equipamentos como sintetizadores, guitarras, vocoders, samples e gravações de campo.
A partir desse choque criativo entre o ancestral e o contemporâneo, o artista constrói uma linguagem inteiramente própria para Teiurutau. A abordagem sonora revisita raízes consolidadas do campo sem deixar de olhar de forma instigante para o presente e para as novas estéticas da tecnologia.
Nas letras, o artista cria um interior fantástico, habitado por bois psicodélicos, lobisomens, ciborgues caipiras e outras figuras
Imaginários rurais na psicodelia caipira
Muito além da sonoridade, essa linguagem também se estende para as narrativas das faixas. As letras mergulham profundamente na chamada psicodelia caipira e utilizam referências inusitadas para transformar o que se espera do cenário rural, projetando o ouvinte em um universo imprevisível.
