A produção independente de um artista multifacetado ganha projeção internacional enquanto pavimenta a chegada de um disco autoral guiado por sonoridades setentistas.
O alcance de uma narrativa audiovisual concebida sem amarras mercadológicas atravessou oceanos até ser consagrada na Índia. Criado na Zona Norte do Rio, o cantor, compositor, ator e diretor teatral Igor Viriato viu o videoclipe de “Diziam Pra Mim” levar a estatueta de Best Music Video no prestigiado Rohip International Film Festival. O mesmo projeto audiovisual também acumulou reconhecimento no circuito internacional e nacional, com indicação no festival italiano Comicron e concorrendo ao troféu de Melhor Clipe do Ano no MT Queer.
Sempre tive a arte como uma forma de me comunicar e criar conexão com as pessoas. O reconhecimento internacional mostra que um trabalho independente pode atravessar fronteiras e chegar a lugares que eu nem imaginava quando comecei.

Das artes cênicas às narrativas sonoras de desamor
Com formação em Artes Cênicas com habilitação em Direção Teatral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, o artista construiu bagagem nos palcos ao atuar em montagens como “Mogli: O Musical”, “Frankestinho”, “Carioquinhas” e “Os Três Porquinhos Uai”. Toda essa pesquisa de cena migrou organicamente para a música a partir de 2022, período em que estabeleceu um catálogo autoral focado nas oscilações entre o afeto e a decepção amorosa.
A consolidação da carreira independente já reúne mais de 100 mil reproduções nas plataformas digitais de áudio, distribuídas entre nove lançamentos e quatro produções audiovisuais. Entre os marcos anteriores da trajetória estão a indicação de “Folha de Papel” como Melhor Videodança no Rio WebFest e a vitória da faixa “Ser Com Você” na categoria de Melhor Clipe do Ano pelo MT Queer.

Sonoridade setentista abre caminhos para o disco autoral
A faixa premiada “Diziam Pra Mim” traz uma atmosfera pop combinada com arranjos inspirados no rock brasileiro da década de 1970. A composição aborda os entraves e o medo do recomeço nos relacionamentos contemporâneos diante de vivências marcadas pelo desamor. O videoclipe foi inscrito em mais de 50 festivais e mostras internacionais de cinema, tornando-se a maior aposta de produção de sua trajetória até agora.
O lançamento funciona como o primeiro cartão de visitas do disco de estreia do cantor, com previsão de lançamento para o início do próximo ano, momento em que celebra meia década de atuação contínua no mercado. A gravação do álbum é capitaneada pelo produtor musical Renan Martins, que traz no currículo parcerias com nomes como Alcione, Martinho da Vila, Ludmilla, Jorge Vercillo e Péricles, com coprodução assinada por Paulo Arthur.
Na concepção técnica do single, a direção do clipe ficou a cargo de Pedro Bozan, somando-se aos arranjos de metais estruturados por Jeferson Rino. Com o novo horizonte fonográfico desenhado, a meta agora é estruturar a transição dos ambientes virtuais para a interação ao vivo, materializando o repertório em um formato de show solo.