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Capas históricas da MPB viram shows gratuitos no centro de SP

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A memória gráfica e musical brasileira ganha os palcos do centro paulistano em uma série de três concertos gratuitos dedicados a recriar o repertório de álbuns marcados pela arte visual de Elifas Andreato.

Conhecido por traduzir a identidade sonora do país em traços e composições visuais, Elifas Andreato tem seus 80 anos celebrados por meio do projeto Som das Capas. A iniciativa conecta o público aos bastidores de criações clássicas da discografia nacional, unindo artes visuais, política e cultura popular em palcos públicos e alternativos.

Elifas não apenas ilustrou discos. Ele ajudou a dar corpo visual à música brasileira. Muitas das imagens que criou se tornaram inseparáveis das canções, dos artistas e do momento histórico em que nasceram.

Sob a direção de Bento Andreato, filho do artista e diretor do Instituto Elifas Andreato, a dinâmica dos espetáculos conta com uma banda base fixa acompanhada de artistas convidados. A cada encontro, quatro capas icônicas orientam a escolha das canções e a narração de contextos históricos de obras feitas para nomes como Paulinho da Viola em Nervos de Aço, Elis Regina em Luz das Estrelas, Chico Buarque em Ópera do Malandro e Beth Carvalho em Traço de União.

Três palcos e encontros com a memória da MPB

A programação começa em 30 de agosto de 2026, às 14h, com show comandado por Zeca Baleiro na Praça Vladimir Herzog e Espaço Cultural a Céu Aberto Elifas Andreato, local idealizado pelo próprio artista e que reúne obras como a escultura Vlado Vitorioso e o mural 25 de Outubro.

O segundo ato ocorre em 26 de setembro de 2026, às 15h, com apresentação da cantora Raquel Tobias no Galpão Cultural Elza Soares, nos Campos Elíseos. A série se encerra no dia 5 de novembro de 2026, às 19h, quando o grupo Os Prettos sobe ao palco da Sala Olido, no Centro Cultural Olido.

Resistência democrática e patrimônio cultural

Nascido em Rolândia, no Paraná, em 1946, Elifas construiu uma trajetória como ilustrador, cenógrafo, jornalista e diretor artístico, tendo sua arte atuado diretamente como ferramenta de defesa da democracia durante o período da ditadura militar. O projeto dá continuidade ao trabalho de difusão de seu acervo histórico e mobilização cidadã articulado junto a movimentos culturais e entidades da sociedade civil.

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