Single duplo com “Garota de Ipanema” e “Nel Blu Dipinto di Blu (Voando)” chega dia 9 e antecipa álbum “Jobim-Modugno”, em 23 de janeiro.
Um encontro entre a canção brasileira e a italiana guia “Jobim-Modugno”, projeto em que Celso Fonseca e Tony Canto propõem um diálogo musical entre Antônio Carlos Jobim e Domenico Modugno, dois compositores centrais em seus países e influências diretas na trajetória dos intérpretes.
Gravado no estúdio da gravadora Biscoito Fino, no Rio de Janeiro, o álbum reúne clássicos dos dois autores, em faixas interpretadas juntos e separadamente. As versões alternam arranjos originais e leituras bilíngues. A idealização é do produtor italiano Max De Tomassi.
Antes do álbum completo, chega às plataformas nesta sexta-feira, 9 de janeiro, um single duplo com duas canções emblemáticas: “Garota de Ipanema” e “Nel Blu Dipinto di Blu (Volare)/Voando”.
Em “Garota de Ipanema”, Celso e Tony mantêm os versos originais de Vinícius de Moraes e incorporam a versão em italiano assinada por Giorgio Calabrese. Já em “Nel Blu Dipinto di Blu (Volare)/Voando”, a letra original se mistura à adaptação em português feita por Rita Lee.
O single que antecede o disco tem participação especial da Camerata Jovem do Rio de Janeiro. O álbum “Jobim-Modugno” está programado para 23 de janeiro, pela Biscoito Fino.
Tony Canto já havia lançado dois álbuns com harmonias e ritmos inspirados na música brasileira, combinados a melodias tipicamente italianas. Seu trabalho mais recente, “Casa do Canto”, gravado no Rio de Janeiro, trouxe um dueto com Celso Fonseca em “Parlami d’amore Mariu’”, clássico italiano de 1932.
Celso, autor de “Slow Motion Bossa Nova” (com Ronaldo Bastos), bossa influenciada por Jobim, também mantém relação próxima com o repertório italiano. O músico chegou a fazer uma leitura brasileira para “La piu’ bella del mondo”.
Tom Jobim (1927) e Domenico Modugno (1928) nasceram com um ano de diferença, ambos no mês de janeiro, e morreram em 1994. A obra deixada pelos dois compositores segue atravessando gerações e agora ganha novas versões no encontro de Celso Fonseca e Tony Canto.
