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Cenografia do Rock in Rio vai virar floresta nativa no Rio de Janeiro

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Cerca de 3 mil mudas de árvores e plantas nativas utilizadas na cenografia do festival serão transferidas para áreas de restauração ecológica no Parque Nacional da Tijuca e na Serra do Vulcão.

O público que circula pelos palcos encontra uma representação viva da floresta nativa antes mesmo do encerramento dos shows. A iniciativa desenvolvida pela Heineken em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica ocupa a Rota 85 com espécies como grumixama, araçá, aroeira, quaresmeira, manacá, bromélias e orquídeas durante o Rock in Rio Brasil 2026. Em vez de descartar os elementos vegetais após o término do evento, a estrutura funcionará como base para o plantio definitivo em áreas degradadas no Rio de Janeiro.

Essa parceria nasce dentro da Cidade do Rock como uma experiência para o público, mas continua depois do festival, quando cerca de 3 mil mudas seguem para áreas de restauração.

Cenografia do Rock in Rio vai virar floresta nativa no Rio de Janeiro
Foto: SOS Mata Atlântica

O destino das mudas após a música

O projeto prevê o enriquecimento florestal de cerca de um hectare no Parque Nacional da Tijuca e ações de suporte à recuperação da Serra do Vulcão. Placas informativas dispostas ao longo da instalação detalham a trajetória das plantas e indicam o caminho da restauração por meio de canais digitais do projeto.

A ação dá continuidade a uma intervenção semelhante realizada em 2022, quando elementos verdes do festival geraram a primeira microfloresta urbana da marca no Parque Olímpico, reunindo 830 exemplares de 53 espécies nativas em um espaço de 1.265 m².

Operação de impacto reduzido no festival

A gestão ecológica da estrutura do evento contempla ainda medidas técnicas de mitigação climática monitoradas por auditoria ESG independente. A operação recorre a biodiesel nos geradores de suporte, compensação de eletricidade via certificados I-REC e compensação das emissões diretas com créditos de carbono certificados, mantendo também o modelo de copos reutilizáveis nas áreas de consumo.

As ações convergem com as metas da plataforma Green Your City, que estabelece a criação de microflorestas em 19 capitais até 2030, além da meta de circularidade em 80% das embalagens e o fornecimento de 324.000 MWh em energia renovável.

Cenografia do Rock in Rio vai virar floresta nativa no Rio de Janeiro
Foto: SOS Mata Atlântica

Quatro décadas de restauração florestal

A intervenção no festival coincide com a celebração dos 40 anos de atividade da SOS Mata Atlântica. Desde 2007, a entidade mantém trabalhos contínuos com a cervejaria, a exemplo do Centro de Experimentos Florestais localizado em Itu (SP), espaço antes dedicado à cafeicultura e pecuária que recebeu 720 mil árvores nativas e já produziu 7,5 milhões de mudas em seu viveiro próprio.

Esperamos que os fãs possam descansar nos corredores verdes, contemplar e se conectar com as espécies nativas que estarão ali, percebendo que proteger e restaurar a floresta é também cuidar da nossa água, do clima, da biodiversidade e da nossa qualidade de vida.

Ao conectar a passagem de milhares de pessoas à conservação prática do bioma que circunda a capital fluminense, a ação transforma o fluxo temporário do entretenimento em cobertura vegetal permanente para o estado.

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