Após sete anos, Curumin retorna ao Noize Record Club com álbum que funde ancestralidade e tecnologia, trazendo participações de Anelis Assumpção e Ava Rocha.
A edição de fevereiro do Noize Record Club traz o quinto álbum do paulistano Curumin, Pedra de Selva (2024), prensado em LP vermelho opaco. Esta é a segunda vez que o artista aparece no clube — a primeira foi em 2015, com Japan Pop Show (2008) na edição NRC #003.
Os assinantes receberão o vinil acompanhado pela revista Noize #170, com envio previsto para a segunda quinzena de maio.
Sete anos entre álbuns
Luciano Nakata Albuquerque, nome civil de Curumin, é cantor, compositor e multi-instrumentista. Iniciou a carreira como baterista e já colaborou com nomes como Arnaldo Antunes, Céu e Vanessa da Mata, além de integrar projetos como Sindicato do Groove, Toca e Zomba.
Entre Boca (2017) e Pedra de Selva (2024), o intervalo de sete anos foi marcado pelos desafios da pandemia. O novo trabalho consolida sua evolução musical ao longo de duas décadas e cinco álbuns: Perro (2005), Achados e Perdidos (2005), Japan Pop Show (2008) e Arrocha (2012).
Natureza, tecnologia e ancestralidade
Ao longo de 17 faixas, Pedra de Selva explora as conexões entre natureza e tecnologia. Esse alicerce é aprofundado pelas visões de Ailton Krenak e Salloma Salomão, cujas perspectivas são pilares centrais da filosofia que guia o trabalho.
O álbum conta com participações de Nellê, Josy.Anne, François Muleka, Funk Buia, Ava Rocha, Jéssica Caitano, Iara Rennó, Lívia Nery, Rimon Guimarães e Anelis Assumpção, parceira de vida do artista. Com ela, Curumin assina a faixa “Meu Benni”, composta para o filho.
O roteiro transforma o cotidiano em matéria-prima: dos laços familiares e dilemas tecnológicos à constante busca pela humanidade. Fiel à sua identidade sonora, o álbum promove o encontro entre a ancestralidade rítmica e a modernidade urbana, fundindo batidas eletrônicas a áudios de WhatsApp.
Eu acho que a gente tem que voltar a uma ideia inicial do que é arte, do que é música – do que você escolhe ver nisso. Dentro da expressão artística, pra mim, o importante é a autenticidade.
Espelho da ansiedade contemporânea
O contraste entre o orgânico e o sintético, que permeia Pedra de Selva, não é apenas estética, mas um espelho da ansiedade contemporânea. Curumin utiliza sua obra para processar o pessimismo diante de um sistema que prioriza o lucro sobre a vida.
A sensação é de que estamos acelerando em direção a algo próximo do fim do mundo. A máquina não para, só acelera, cega pelo poder. Tecnologia, consumo, extração, destruição… tudo isso é lenha na fogueira. Eu não vejo muita esperança. O que me resta é uma utopia pessoal: tentar construir a minha realidade de outra forma.
Serviço
Álbum: Pedra de Selva (2024)
Artista: Curumin
Formato: LP vermelho opaco + revista Noize #170
Clube: Noize Record Club – Edição de fevereiro
Envio: Segunda quinzena de maio
Assinatura: Disponível no site do Noize Record Club
Foto: Divulgação



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