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Emicida reúne gerações do rap em noite no Rio

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Jotapê se junta a Emicida no Vivo Rio em show que conecta gerações do rap e celebra legado dos Racionais MC’s

O palco do Vivo Rio recebe, neste sábado (16), um encontro raro no rap nacional. Emicida traz ao Rio de Janeiro a MCMV Tour e anuncia a participação de Jotapê, um dos nomes mais promissores da nova geração. A apresentação, que já contava com Borges, Projota e Rashid, ganha ainda mais peso simbólico ao unir artistas de diferentes momentos da cena em torno de um mesmo legado.

O show, realizado pela 30e e apresentado pelo Itaú Live, surge como um desdobramento direto do álbum Emicida Racional VL 2 – Mesmas Cores & Mesmos Valores. No projeto, o rapper revisita a influência dos Racionais MC’s em sua formação — e, no palco, amplia essa reverência ao dividir espaço com artistas que representam passado, presente e futuro do gênero.

Jotapê e o peso de um encontro simbólico

A presença de Jotapê não é apenas mais uma participação especial. Em 2025, o rapper lançou “Leandro Roque”, faixa que homenageia Emicida ao citar seu nome de batismo e reconhecer sua influência direta em sua trajetória. A música contou com participação do próprio Emicida e produção de Papatinho, consolidando uma conexão que agora ganha dimensão ao vivo.

“Quando a gente está prestes a realizar algo que nem sequer imaginou, as expectativas são desconhecidas. Eu fiquei sem acreditar quando recebi o convite. Vai ser um dia de transformação, um momento muito emocionante e um marco na minha história e, principalmente, na história do rap nacional”, afirma Jotapê.

Essa troca entre gerações reforça um dos pilares da turnê: reconhecer quem abriu caminhos e, ao mesmo tempo, projetar novos nomes para o centro da cultura.

Um encontro entre tempos do hip-hop

Além de Jotapê, o show reúne Projota e Rashid — parceiros históricos de Emicida conhecidos como “Os Três Temores”. Juntos, eles ajudaram a recolocar o rap no centro da música brasileira nos anos 2010, abrindo espaço para uma nova geração que hoje ocupa diferentes frentes do cenário.

Já Borges representa esse presente pulsante. Como um dos principais nomes da cena carioca contemporânea, ele reforça a conexão territorial e estética do evento, criando uma ponte direta com o público local.

Essa combinação transforma o espetáculo em algo maior que um show: é um retrato vivo da evolução do hip-hop nacional, costurado a partir do impacto duradouro de Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e KL Jay.

Mais que um show, uma experiência conceitual

O nome MCMV carrega mais de um significado. Além de remeter ao álbum Mesmas Cores & Mesmos Valores, faz referência ao ano de 1905 em algarismos romanos — período em que Albert Einstein apresentou a Teoria da Relatividade. A ideia não aparece por acaso.

No palco, Emicida traduz esse conceito ao propor uma experiência em que tempo e espaço se tornam subjetivos. O repertório atravessa diferentes fases da carreira, indo da mixtape Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida, até que Eu Cheguei Longe… (2009) até o impacto cultural de AmarElo (2019), passando pelas faixas mais recentes como “Finado Neguim Memo?” e “Us Memo Preto Zica”.

Com direção musical assinada pelo próprio artista, produção de Fejuca e coprodução de Damien Seth, o espetáculo aposta em uma narrativa fluida — onde começo, meio e fim se misturam, reforçando a ideia de que cada apresentação é única para quem está presente.

Mais do que revisitar o passado, Emicida parece interessado em reorganizar a percepção do público sobre o que é um show de rap — ou, como ele propõe, de “rep”, ritmo e poesia em sua essência mais direta.

Os últimos ingressos seguem disponíveis na Eventim, com benefícios para clientes Itaú, que contam com desconto e condições especiais de pagamento.


Serviço


Emicida reúne gerações do rap em noite no Rio
Foto: Divulgação
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