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Festival reúne gerações da guitarra em tributo a Celso Kim

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Um encontro de guitarras marca a memória de Celso Kim e reposiciona sua obra no centro do rock brasileiro.

O repertório que atravessou décadas ganha nova leitura no MADE IN BRAZIL – Celso Kim Festival, marcado para 28 de agosto, no Sesc Pinheiros, em São Paulo. A proposta não é apenas revisitar músicas, mas reunir diferentes gerações de instrumentistas que dialogam diretamente com a influência deixada por Celso Kim Vecchione.

“Meu irmão querido, Celso Kim, merece essa grande homenagem e todas as outras possíveis.”

No palco, a formação mistura trajetórias e estilos. Estão confirmados Edgard Scandurra (Ira!), Jão (Ratos de Porão), Lucinha Turnbull, Marcelo Gross (Cachorro Grande), Marco Túlio (Jota Quest), Marcos Ottaviano, Martin Mendonça (Pitty), Rayane Fortes, Rodrigo Suricato, Caio Durazzo, Daniel Gerber, Kim Kehl e Tony Babalu. A reunião cria um recorte amplo da guitarra brasileira, conectando diferentes fases do gênero.

Uma história que atravessa décadas sem perder identidade

A trajetória de Celso Kim Vecchione se confunde com a da Made in Brazil, banda fundada em 1967 e reconhecida pela longevidade no rock nacional. Ao longo de quase seis décadas, o grupo manteve uma atuação contínua, marcada por independência artística e presença constante nos palcos.

Dentro desse percurso, Celso Kim teve papel estrutural. Como guitarrista e compositor, ajudou a consolidar a identidade sonora da banda, criando uma assinatura que permaneceu reconhecível mesmo com as transformações do cenário musical brasileiro.

Quando diferentes gerações dividem o mesmo palco

O festival propõe um tipo de encontro raro: artistas que não necessariamente compartilharam a mesma época passam a dialogar diretamente através da obra de Celso Kim. O resultado é uma leitura coletiva de sua influência, refletida tanto na técnica quanto na construção estética da guitarra no país.

Mais do que um tributo, o espetáculo funciona como um ponto de convergência. Reúne músicos, amigos e público em torno de um repertório que segue ativo, reinterpretado e reconhecido por novas gerações.

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