“Fragmentos”, de Ludmilla, vira finalista do Music Video Festival em Visualizer e reforça a potência do álbum também no audiovisual.
A indicação coloca Ludmilla entre os destaques de uma das premiações mais respeitadas do setor e amplia o alcance do projeto para além do streaming: aqui, o foco é linguagem visual, direção criativa e inovação.
O que é o Music Video Festival
O Music Video Festival (MVF) é um festival e premiação brasileira com reconhecimento internacional, dedicado exclusivamente ao universo dos videoclipes. Na prática, funciona como um festival de cinema dos clipes, reunindo profissionais da indústria e adotando votação por júri especializado, e não por voto popular.
“Fragmentos” disputa a categoria Visualizer
Na categoria Visualizer, “Fragmentos” concorre com “Brilha Pra Mim”, de Hodari, “Levei a Noite”, de Djavan, “Eu, Você, Ele e Ela”, de Anavitória, e “Hasos”, de Baco Exu do Blues.
R&B com DNA brasileiro
Lançado em novembro, “Fragmentos” é uma coleção de canções R&B que reflete vida, trajetória, amores, desafios e descobertas da artista. Ao longo de 15 faixas, Ludmilla aposta em músicas pensadas para evidenciar a força e a expressividade de sua voz.
Ao mesmo tempo, o álbum mistura Rhythm and Blues com elementos do funk carioca, samba, pagode, ijexá e outras sonoridades brasileiras, construindo uma assinatura que conversa com diferentes camadas do público.
O conceito visual: vulnerabilidade e triunfo
A narrativa parte da ideia de reunir fragmentos de experiências que moldaram Ludmilla como mulher e artista — e isso também guia o conceito visual. Na capa, cercada por troféus que simbolizam conquistas e superações, ela segura uma máquina de solda, com faíscas saindo do peito, numa imagem que sugere unir vivências e emoções em uma construção única.
“Criamos um universo próprio para o álbum, ambientando cada música em fases e desafios. Um grande embate entre vulnerabilidade e triunfo, onde ela encontra espaço para reviver, amar e recomeçar.”
A explicação é de Gabe Lima, diretor criativo do projeto, que reforça a intenção de mostrar o que existe por trás do brilho. Segundo ele, a proposta era fazer o público enxergar também as dores que atravessam a trajetória da cantora.
A direção criativa mescla elementos do real e do imaginário, transformando cada visual em extensão da narrativa musical. Ludmilla participou ativamente do processo ao lado de Gabe Lima e da equipe do estúdio Puritana, colaborando na criação de sets e atmosferas que traduzem reinvenção, superação e pluralidade.
“A Lud estava completamente entregue à proposta — criando junto, propondo ideias e vibrando a cada etapa. Construímos esse universo de forma literal, dentro de um galpão imenso, com sets longos e um ritmo desafiador.”
Para o diretor, o resultado vem dessa sintonia coletiva: equipe e artista trabalhando no mesmo ritmo para sustentar, faixa a faixa, um universo coerente e reconhecível — agora também validado pela seleção do MVF.
Foto: Divulgação, Lyz Oliveira

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