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Francis e Olivia Hime recriam clássicos feitos com Chico Buarque

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Clássicos absolutos da música brasileira ganham novas leituras instrumentais e vocais em apresentação única que celebra mais de cinco décadas de criação artística.

A união artística iniciada em 1972 com a emblemática composição “Atrás da Porta” moldou capítulos fundamentais do cancioneiro nacional. Da aliança entre Francis Hime e Chico Buarque desabrocharam obras como “Trocando em Miúdos” e “Vai Passar”, canções que romperam barreiras temporais e deixaram os discos para ocupar palcos de teatro, telas de cinema e memórias coletivas.

Francis cria novos arranjos para as composições, alternando passagens instrumentais e vocais e reinventando andamentos, ritmos e pausas.

Francis e Olivia Hime recriam clássicos feitos com Chico Buarque
Foto: Léo Aversa

Reconstrução harmônica e afetiva no palco

O espetáculo “Dois Franciscos – O Show” chega à Acaso Cultural, no Rio de Janeiro, no dia 26 de setembro de 2026. Com direção assinada por Flávio Marinho, a montagem afasta o caráter meramente nostálgico ao propor transformações sonoras com andamentos, ritmos e pausas reformulados. A cantora Olivia Hime adiciona sua interpretação às harmonias, enquanto o violoncelista Hugo Pilger soma sua precisão técnica à formação em cena.

O título do concerto brinca com uma intimidade partilhada: o maestro e pianista também atende por Francisco entre pessoas próximas, justificando o paralelo nominal com o parceiro ausente fisicamente, mas onipresente nas notas. O roteiro do espetáculo explora pérolas de diferentes fases dessa colaboração, contemplando também “Meu Guri” e “Todo Sentimento”.

Trajetórias entrelaçadas pela arte

Parceiros de palco e de vida há mais de 60 anos, Francis e Olivia mantêm uma caminhada reconhecida pela convergência entre erudição e popularidade. Ele carrega no currículo indicações ao Grammy, prêmios como arranjador e composições imortalizadas por nomes como Elis Regina e Tony Bennett. Ela, além de cantora e letrista, é cofundadora da gravadora Biscoito Fino, pilar na salvaguarda da discografia nacional.

A presença de Hugo Pilger estreita laços com a vertente orquestral do anfitrião, que já compôs um concerto para cellos especialmente dedicado ao instrumentista. A reunião acontece na Sala Acaso, ambiente de 100 m² planejado acusticamente para proporcionar proximidade entre os artistas e a plateia, integrando o complexo multidisciplinar do centro cultural em Botafogo.

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