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Harpista vende artesanato para voltar ao Rio Harp Festival

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Para subir ao palco pela quinta vez no maior festival de harpas do mundo, Aline Araújo precisou transformar esforço familiar em estratégia de sobrevivência artística.

A participação de Aline Araújo no Rio Harp Festival em sua 21ª edição não veio sem desafios. Para garantir presença nos dias 18 e 19 de julho, a artista e sua mãe intensificaram a produção e venda de artesanatos, única alternativa para custear a viagem e estadia no evento realizado no Rio de Janeiro.

“Meu coração está a mil por hora, mas feliz por levar um pouquinho de Goiás aos cariocas e estrangeiros.”

Considerado o maior festival de harpas do mundo, o evento reúne músicos de diferentes culturas em apresentações gratuitas ao longo de julho. A proposta é aproximar o público da música instrumental, com foco em um instrumento que atravessa séculos de história e hoje ocupa espaço nas orquestras sinfônicas.

Uma trajetória construída entre dificuldades e música

A relação de Aline com a música começou cedo. Aos três anos, já cantava sob incentivo da mãe, Sara Araújo, cantora que teve passagem pelo Clube do Guri ao lado de Elis Regina. A harpa entrou em sua vida após assistir à apresentação de dois músicos em Jaraguá, em Goiás.

Formada em piano erudito pela Universidade Federal de Goiás, Aline atualmente estuda canto erudito na mesma instituição e licenciatura em música na Unicesumar. A artista também carrega uma história marcada por superação: criada em um orfanato, foi adotada por Sara, que investiu no talento da filha mesmo com recursos limitados.

“Me recordo da minha mãe tirando o pouco que tínhamos para comer, pois tinha que pagar as minhas aulas de harpa”, relembra.

Palcos históricos e repertório com propósito

Na edição deste ano, Aline fará três apresentações em espaços culturais e religiosos, incluindo o CCBB Rio e a Catedral da Assembleia de Deus em Cabo Frio. O repertório combina canto e harpa, com foco em mensagens ligadas à fé, esperança e vivências pessoais.

“Mesmo com todos desafios, levar uma mensagem de esperança, fé e leveza através da música não tem preço. Esse é o meu propósito de vida”, afirma.

A artista reforça que a harpa, além de instrumento, é extensão de sua identidade. “Ela representa um pedacinho do meu coração”, resume.

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