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Irmãos & Brothers leva afro-jazz e inéditas ao Instrumental Sesc Brasil

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Dois pares de irmãos consanguíneos e parceiros de estrada há duas décadas transformam ancestralidade, samba-jazz e vivências periféricas em espetáculo instrumental gratuito.

O quarteto Irmãos & Brothers consolida no palco uma história que entrelaça laços familiares e conexão artística. Formado pelos instrumentistas Sidiel Vieira (contrabaixo), Sidmar Vieira (trompete), Leandro Cabral (piano) e Vitor Cabral (bateria), o grupo apresenta ao público o repertório do primeiro disco e experimentações em primeira mão do segundo trabalho em estúdio.

A música foi, desde o início, espaço de encontro, formação, resistência, liberdade e invenção.

Irmãos & Brothers leva afro-jazz e inéditas ao Instrumental Sesc Brasil
Foto: Divulgação

Raízes periféricas e improvisação sonora

Nascidos em diferentes periferias da capital paulista, os quatro músicos pretos compartilham uma trajetória construída ao longo de vinte anos. Da convivência mútua brotou uma linguagem comum pautada pelas matrizes africanas, pela música brasileira e pelo compromisso com a improvisação, sintetizada no nome que brinca com os laços de sangue e a irmandade escolhida pela arte.

No disco de estreia, intitulado Vol. 1, a identidade sonora ganha corpo em oito temas autorais assinados por Sidiel Vieira e Leandro Cabral. Elementos de samba-jazz, vassi, afro-jazz, bossa nova e boogaloo convivem em arranjos densos e rítmicos que evitam o simples resgate memorial para propor novas direções de criação.

Estreias de estúdio e releituras históricas

A apresentação ao vivo no Instrumental Sesc Brasil costura faixas conhecidas como “Samba Jazz nº 4”, “Vitor – Vassi nº 3”, “Cloud Atlas” e “For Haden” a releituras instrumentais de “As Rosas Não Falam”, clássico de Cartola, e “Blues Walk”, de Clifford Brown. Paralelamente, o concerto ganha status de estreia ao adiantar composições do segundo disco, em fase atual de gravação.

O encontro reafirma a liberdade da escuta coletiva em uma das mais emblemáticas vitrines da produção instrumental do país, unindo técnica apurada e pulso ancestral no dia 29 de setembro.

Serviço


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