Composto por três atos e parcerias que cruzam gerações, o álbum mais recente de Marina Lima ganha edição física em LP translúcido acompanhado de livreto com letras e ficha técnica.
Aos 71 anos, Marina Lima segue movimentando sua produção artística e expandindo os formatos de suas criações. Lançado em março de 2026 nas plataformas digitais, o disco Ópera Grunkie chega ao formato físico por meio de uma tiragem especial em vinil comercializada pela loja NRC+. A edição, disponibilizada em pré-venda, traz prensagem em LP azul translúcido e livreto com as letras das canções e créditos detalhados.
Eu tinha muita coisa pra falar. A partida do Cicero não podia passar em branco. A forma como ele foi embora me deu ainda mais admiração e orgulho por ele.
O repertório de 12 faixas se estrutura em três atos e resulta da produção musical assinada por Marina em conjunto com Arthur Kunz, Edu Martins e Thiago Vivas. A sonoridade articula o pop rock que marcou sua trajetória desde os anos 1980 a linguagens sonoras como o house, o reggaeton e o samba.

Homenagem a Antonio Cicero e diálogos literários
A poesia ocupa o centro estrutural da obra. No primeiro ato, o projeto traz “Grief-stricken”, poema de Antonio Patriota. Logo em seguida, a faixa “Perda” reúne versos de Antonio Cicero, irmão da compositora que faleceu em 2024. A faixa agrega as vozes do filósofo e professor Fernando Muniz e dos integrantes da Academia Brasileira de Letras Antônio Carlos Secchin e Eduardo Giannetti.

Encontros sonoros e a construção da comunidade grunkie
A lista de colaborações reúne artistas de diferentes linguagens. Ana Frango Elétrico participa de “Um dia na vida”, enquanto “Samba pra diversidade” homenageia o DJ e produtor Badsista, o rapper Marcelo D2 e a cantora Maria Bethânia. A criação coletiva ganha força em “Collab Grunkie”, faixa que partiu de uma convocatória com mais de 800 projetos enviados por fãs. Com base do músico Eraldo Palmero, a canção conta com Laura Diaz, além de Mano Brown, Joyce Pascowitch e um áudio de WhatsApp gravado por Fernanda Montenegro.
O termo que dá nome ao trabalho faz referência ao conceito popularizado por Marina no documentário Uma Garota Chamada Marina (2019), dirigido por Candé Salles, definindo sua comunidade de ouvintes por traços de liberdade, coragem e inquietação criativa. Na reta final, Adriana Calcanhotto divide os vocais em “Chega pra mim”, antecedendo a faixa “Finale (Brahma Chopin)”, que encerra o percurso do álbum.
Serviço
- Produto: Edição em vinil de Ópera Grunkie (LP azul translúcido e livreto com letras e ficha técnica)
- Disponibilidade: Pré-venda pela loja NRC+