A cantora e compositora brasileira Melissa Milano lança o videoclipe de “Circo”, uma faixa pop autoral que mergulha na temática da falsidade e desilusão, com imagens capturadas nas ruas de Nova York.
O projeto visual, que marca a primeira versão em português da artista, foi gravado nas ruas do Flatiron District, na região da Union Square, em Manhattan. A estética casual e intimista do clipe acompanha a intensidade da letra, que constrói um retrato cortante sobre desilusão e manipulação nas relações.
Versos como “seu teto que é de vidro quebrou / cê fez da minha dor o teu show” e “a falsidade, o gosto favorito / e a conversa a seguir vai ser sempre sobre mim” ditam o tom da obra. Para Melissa Milano, o processo de escrita funciona como uma busca por autoafirmação.
Busco canalizar nas minhas composições uma força e uma resiliência que muitas vezes ainda estou tentando encontrar na minha própria vida. Transformar essas vulnerabilidades e experiências reais em arte é uma forma de tomar as rédeas da narrativa.
A crônica urbana de Nova York e o isolamento
O videoclipe de “Circo” contrasta a crônica urbana de Nova York com o sentimento de isolamento presente na faixa. As imagens, gravadas durante o dia, mostram a artista caminhando pelas calçadas, vestindo sobretudo preto e óculos escuros, enquanto interage de forma espontânea com o cenário nova-iorquino. A produção visual foi conduzida de maneira orgânica ao lado de sua amiga Ana Flávia, e a produção musical da faixa é assinada por Helio Leite Cosmo.
Melissa explica a concepção das filmagens:
A intenção com o clipe foi desmistificar a produção e focar na entrega da mensagem. Buscamos um registro cru e urbano, uma performance individual que traduzisse exatamente o desabafo da letra enquanto eu caminhava pela cidade, deixando a interpretação em primeiro plano.
A transição para o português e a conexão com as origens
A faixa representa um marco importante na trajetória da artista, sendo sua primeira experiência com a tradução de repertório. A canção foi concebida originalmente em inglês, e a transição para o português foi pensada para criar uma ponte direta com suas origens.
Fico muito feliz em ver esse projeto ganhar caminhos diferentes, quase como se assumisse duas personalidades em inglês e português. O maior desafio em ‘Circo’ foi conseguir traduzir a carga emocional original para o nosso idioma de forma natural, mantendo a mesma verdade e o mesmo peso. Lançar essa versão faz todo o sentido para me conectar diretamente com o público no Brasil.
Com um desfecho que decreta o fim das aparências (“agora vamos revelar a farsa / ela é bonita mas é tão sem graça / e a cortina vai fechar”), “Circo” une a atmosfera de Nova York ao pop autoral brasileiro.



