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Música nacional gera R$ 2 bi em streaming e impulsiona novos palcos

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O avanço expressivo da música brasileira nas plataformas de streaming consolida a importância de festivais independentes como ponto de partida para a sustentabilidade e circulação de novas carreiras.

A consolidação financeira do mercado sonoro no ambiente digital reflete transformações diretas no modelo de descoberta artística. Dados do Relatório Mercado Brasileiro de Música 2025, divulgado pela Pró-Música Brasil, revelam que artistas do país geraram cerca de R$ 2 bilhões em royalties no Spotify apenas em 2025, anotando um avanço de 24% em comparação ao período anterior. O levantamento da entidade aponta também que o contingente de criadores nacionais que superaram R$ 1 milhão em repasses na plataforma mais que dobrou no intervalo de três anos.

Um festival pode ser uma porta de entrada. Às vezes, aquele é o primeiro contato de uma pessoa com um artista que depois ela vai acompanhar, ouvir nas plataformas, procurar em outros shows.

O percurso que antecede as altas contagens de reprodução digital depende de palcos estruturados para a formação de plateias. Nesse contexto de renovação atua o Festival Sangue Novo, que chega à oitava edição nos dias 17 e 18 de outubro, ocupando o Trapiche Barnabé, em Salvador. Desde a fundação, o projeto funciona como ambiente de conexão e vitrine para nomes em fase de expansão de carreira.

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Foto: Divulgação

O papel do circuito ao vivo na projeção de talentos

Mais de 75 atrações integraram a grade do evento ao longo de sete edições, englobando trajetórias de artistas como Linn da Quebrada, Jaloo, Hiran, Majur, Jota.pê, Marina Sena, Xênia França, Tássia Reis, FBC, Flora Matos, Tuyo, Bala Desejo, Josyara e Tulipa Ruiz. Muitos desses projetos ampliaram presença em festivais nacionais e circuitos fonográficos após as passagens pela capital baiana.

A proposta curatorial liderada por Fernanda Bezerra foca na criação de laços entre o público e o repertório contemporâneo que nasce fora dos eixos mais convencionais do mercado. O festival também estimula o intercâmbio interestadual, como ocorreu em 2024 ao realizar uma edição especial em Brasília com artistas como Larissa Luz, Majur, Rachel Reis e Xênia França, aproximando a produção soteropolitana de outros centros de difusão.

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Foto: Divulgação

Espaço de experimentação e encontros musicais

O festival opera ainda como laboratório para novos formatos colaborativos. Um exemplo é o projeto Aya Bass, união vocal entre Luedji Luna, Xênia França e Larissa Luz, que estreou no evento antes de circular por outros palcos do país. A dinâmica permite que artistas com repertórios consolidados testem performances inéditas e mobilizem públicos distintos em uma mesma experiência cênica.

Para a 8ª edição, a programação reunirá treze atrações divididas entre os dois dias de programação. Estão confirmados shows de Céu, Rachel Reis, Juliana Linhares, Bia Soull, Getúlio Abelha, Zé Ibarra, Guigga Maraká e Zaynara, mantendo a proposta de mapear tendências ativas nos diversos movimentos da produção autoral brasileira.

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Serviço


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