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Nação Zumbi celebra Afrociberdelia no encerramento do FAN BH

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O encerramento do Festival de Arte Negra de Belo Horizonte ganha força com a presença da Nação Zumbi, que sobe ao palco neste domingo, 14 de junho, celebrando os 30 anos de Afrociberdelia, um dos discos mais emblemáticos da música brasileira. A apresentação integra a programação do Ato 5 – FAN Espiralar, que ocupa o Parque Municipal e o Viaduto Santa Tereza com uma agenda gratuita e plural.

Mais do que um show comemorativo, a apresentação reafirma o impacto duradouro do manguebeat na cultura nacional, conectando gerações e reafirmando a relevância de uma obra que atravessa o tempo. Ao redor desse momento, o festival constrói uma experiência ampla, que atravessa linguagens e públicos ao longo de todo o dia.

Um dia inteiro de arte e encontros

Desde a manhã, o Parque Municipal se transforma em espaço de convivência e criação com o FANzinho, braço da programação dedicado às infâncias e às famílias. As atividades propõem experiências que unem imaginação, identidade e aprendizado, sempre conectadas às referências da cultura negra.

Entre os destaques está o espetáculo O Pequeno Príncipe Negro, inspirado na obra de Rodrigo França, além da peça Os Cachinhos de Aduke, que acompanha a jornada de uma menina negra em um universo lúdico e musical. As oficinas também ocupam lugar central, com propostas como Estandartes Populares e Vivências no Graffiti, conduzida por Camila Riot, que apresenta técnicas e histórias da arte urbana de forma acessível.

Protagonismo feminino e potência musical

A música se espalha por diferentes espaços do festival, destacando a diversidade e a força da produção negra contemporânea. No Palco Sesc FAN Espiralar, Ana Hillário apresenta o projeto Sampagode, reforçando o protagonismo feminino no samba.

Na sequência, o projeto Sonora Samba recebe Fabiana Cozza em uma roda que valoriza a presença e a criação das mulheres no gênero. A programação musical dialoga com tradição e renovação, criando um percurso que culmina no aguardado show da Nação Zumbi.

Cultura urbana ocupa o viaduto

O Viaduto Santa Tereza, por meio do Centro de Referência das Culturas Urbanas, recebe uma programação voltada ao hip-hop e às expressões de rua. O espetáculo Retrato Radical – 30 Anos de Flow revisita a trajetória de um dos grupos pioneiros do rap em Belo Horizonte.

A Batalha da NuTrilhar – Conhecimento propõe disputas de rimas inspiradas em escritoras negras brasileiras, ampliando o diálogo entre literatura e música. Ainda no local, a Encruza Cia de Teatro apresenta Um Exu em Nova York, adaptação da obra de Cidinha da Silva que articula afrofuturismo e oralidade em uma encenação de rua.

Fechando a programação no viaduto, a Banda Osala apresenta o show Melanina, seguido pela discotecagem de DJ A Coisa, nome histórico da cena musical mineira.

Audiovisual e memória coletiva

O festival também abre espaço para experiências sensoriais e reflexivas. No Palco Ojá, a intervenção Encontro de Saudades, de Rikelle Aparecida, convida o público a compartilhar memórias e afetos em uma construção coletiva.

No Cine FAN, o filme O Dia que Te Conheci, de André Novais, será exibido seguido de debate com os realizadores, ampliando o diálogo entre obra e público.

Com entrada gratuita, o FAN BH reafirma seu compromisso com a valorização das culturas negras e com a criação de espaços de encontro, troca e visibilidade para diferentes expressões artísticas.


Serviço

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