Naldo Benny reflete sobre comparações e cobranças ao filho PJ, que lança o álbum “Alma Lavada” mergulhado no universo do trap.
Quando um filho decide seguir os passos de um artista consagrado, o talento muitas vezes vem acompanhado de comparações inevitáveis. É justamente sobre esse peso que o cantor Naldo Benny faz uma reflexão sincera ao falar sobre a carreira do filho PJ, que lança neste dia 23 de março o álbum “Alma Lavada”.
O projeto, totalmente mergulhado no universo do trap, marca um novo momento na trajetória do jovem artista. O disco traz ainda um encontro especial entre pai e filho na faixa “Pai da Rua”, música que carrega elementos das histórias e vivências que conectam os dois dentro e fora da música.
O peso do sobrenome
Naldo, que construiu uma das carreiras mais populares do funk e do pop brasileiro, com hits como Amor de Chocolate, Exagerado e Chantilly, admite que o sucesso acumulado ao longo dos anos cria uma expectativa natural sobre o caminho do filho.
Graças a Deus tenho bastante hits e acho que isso traz uma responsabilidade para ele, sim. Só dele decidir fazer música eu já acho uma grande responsa, porque, de certa forma, acaba rolando comparação.
Apesar disso, ele acredita que a diferença de estilos ajuda a reduzir essa pressão. Enquanto Naldo ficou conhecido por músicas dançantes e de clima festivo, PJ segue uma linha mais ligada ao trap e ao rap underground, com letras que exploram vivências de rua.
Para ilustrar, Naldo recorre ao esporte: “A galera espera que nossos filhos sigam a mesma linha do pai. Tipo o filho do Ronaldo Fenômeno, que esperam que seja jogador igual a ele. E nem sempre as coisas são assim.”
A história é dele
Para Naldo, o mais importante é que o filho construa sua própria história — sem a ilusão de que o sobrenome seja um atalho.
O fato de ser meu filho não significa jogo ganho. Ele é muito talentoso, compõe muito bem, canta muito bem ao vivo, independente de auto-tune. Mas ele tem que fazer o corre dele. A história dele é a história dele.
Pai da Rua: a faixa que une as gerações
O encontro musical entre os dois acontece na faixa “Pai da Rua”, que, segundo Naldo, traz uma verdade construída ao longo dos anos de convivência. “É uma música que tem uma verdade nossa. Ela fala da minha história, do que eu venho representando já antes e que hoje inspira ele. É um trap que passeia pela minha vivência de rua”, explica o cantor.
A parceria também marca um momento especial para Naldo como pai e artista. “Dividir o palco, o estúdio com o PJ é sensacional. Pra mim é uma alegria inexplicável ver ele fazendo música. A gente viajando por essas estradas como dois amigos e fazendo com que a arte se mantenha viva em nossa família.”
Com estética audiovisual que mistura visual acústico e elementos eletrônicos, “Alma Lavada” promete apresentar ao público um artista que carrega a influência de casa, mas que busca trilhar seu próprio caminho na música urbana.
Serviço
- Álbum: Alma Lavada — PJ
- Lançamento: 23 de março de 2026
- Gênero: Trap / Rap Underground
- Faixa especial: Pai da Rua (com Naldo Benny)
Foto: Divulgação



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