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Orquestra de Copacabana representa o Brasil em fórum na China

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A música executada por jovens de comunidades do Rio de Janeiro atravessa continentes para ocupar o palco de um dos maiores encontros de comunicação do mundo na China.

Fundadora e diretora-geral da Orquestra Forte de Copacabana, a produtora Márcia Melchior foi convidada pelo People’s Daily, maior jornal da China, para discursar no Fórum de Cooperação Midiática 2026 da Iniciativa Cinturão e Rota. O evento ocorre entre 4 a 6 de novembro na cidade de Fuzhou, localizada na província de Fujian, reunindo representantes de 284 veículos de comunicação e organizações internacionais provenientes de 112 países.

Brasil e China falam línguas diferentes, mas descobrimos que existe um idioma que os dois entendem perfeitamente: a música.

Orquestra de Copacabana representa o Brasil em fórum na China
Foto: Bill Vianna / Divulgação

Do interior paulista aos palcos asiáticos

Além de liderar o projeto musical, a profissional atua como presidente da RioMont – Associação Brasil-China de Arte e Cultura. Em uma apresentação estruturada no formato de palestras curtas, ela detalhará como o intercâmbio humanístico transforma trajetórias sociais. A participação marca a terceira viagem da produtora ao país asiático e a primeira dedicada a compartilhar a história do projeto diante de uma plateia global de comunicadores.

A apresentação abordará as duas excursões internacionais já promovidas pelo grupo. A primeira turnê ocorreu em 2024, integrando as comemorações de 50 anos das relações diplomáticas entre as nações, proporcionando a primeira viagem de avião para diversos integrantes. Em 2026, a segunda expedição incluiu uma performance histórica realizada na Grande Muralha, ocasião em que os jovens deixaram uma carta ao presidente Xi Jinping, posteriormente respondida pelo líder chinês.

Sustentabilidade e reconhecimento cultural

A continuidade das atividades da iniciativa contou com apoio da empresa CNOOC Petroleum Brasil durante a pandemia, momento em que o trabalho enfrentava sérios riscos de interrupção. Registrado como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro desde 2024, o projeto é idealizado pelo Instituto Rudá por meio da Lei Rouanet, contando também com patrocínio do Grupo Shalom e da Vale, além de copatrocínio da Tijoá Energia.

Composto por 28 jovens com idades entre 13 e 21 anos, todos alunos da rede pública de ensino, o grupo ensaia semanalmente no Forte de Copacabana e recebe formação complementar com aulas de inglês. O projeto mantém parceria histórica de 12 anos com a Orquestra Shalom, focando na capacitação para inserção no mercado profissional, Forças Armadas e meio acadêmico.

Orquestra de Copacabana representa o Brasil em fórum na China
Foto: Bill Vianna / Divulgação

Evolução instrumental e novos grupos

Iniciada apenas com violões, a formação atual evoluiu para o modelo de big band, reunindo instrumentos como clarineta, flauta transversa, saxofone, trompete, trombone, violão, baixo, guitarra, teclado, percussão e bateria. O repertório abrange obras consagradas da MPB e composições de grandes mestres da música brasileira que são menos conhecidas pelo público geral.

Em 2025, a iniciativa expandiu sua estrutura com a criação de duas novas formações: a Camerata Forte de Copacabana, integrada exclusivamente por jovens instrumentistas de cordas, e a Orquestra de Câmara Forte de Copacabana, que combina naipes de cordas a trompa, oboé, fagote e bateria.

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