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Paulinho da Viola acende “Quando o Samba Chama” no Rio

Paulinho da Viola acende “Quando o Samba Chama” no Rio

Perto de seis décadas de carreira, Paulinho da Viola apresenta novo show com raridades e clássicos no Qualistage, em 18 de abril, no Rio de Janeiro.

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A chama que não se apaga

Existe uma diferença sutil, mas profunda, entre o fogo e a chama. O fogo queima com intensidade e passa. A chama permanece — discreta, perene, viva. Na poesia de Paulinho da Viola, essa metáfora define bem o que é sua relação com o samba ao longo de quase sessenta anos de estrada.

O novo show, batizado de Quando o Samba Chama, nasce exatamente dessa imagem. O título vem de um de seus próprios versos, que falam do poeta que ressurge, lança sementes e reparte sua luz. Não é um espetáculo de encerramento. É um chamado.

Mas se o tempo se acha no sol do poente / E do céu se retira um pedaço do azul / O poeta ressurge e lança no ar a semente / E reparte feliz a sua luz / Quando o samba chama

Raridades e clássicos no mesmo palco

A proposta do show é reunir dois universos: os grandes sucessos que não podem faltar e os sambas que Paulinho não leva aos palcos há algum tempo. O público pode esperar clássicos como Foi um Rio que Passou em Minha Vida, Argumento, Onde a Dor Não Tem Razão e Pecado Capital, ao lado de composições mais raras de seu repertório.

É um convite tanto para os fãs de longa data quanto para quem ainda está descobrindo em Paulinho um novo mar de poesia e música — imagem que ele mesmo usa com frequência em sua obra, onde o mar é símbolo de grandeza, mistério e destino.

Uma trajetória enraizada na tradição

Criado no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, Paulinho da Viola cresceu em um ambiente profundamente musical. Filho do violonista Cesar Faria, teve desde cedo contato com artistas como Pixinguinha e Jacob do Bandolim, que circulavam pelos encontros musicais em sua própria casa.

Ao longo da carreira, construiu uma obra que dialoga com o choro, o samba, o universo das escolas de samba e a vanguarda dos anos 1960. Falar da música popular brasileira é, inevitavelmente, abrir espaço para sua contribuição singular. Clássicos como Coração Leviano, Timoneiro e Dança da Solidão são parte permanente do cancioneiro nacional.


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