Um encontro raro transformou o palco em memória viva da música brasileira, com vozes que atravessam décadas e ainda mobilizam multidões.
O primeiro dia do Doce Maravilha 2026 foi atravessado por um momento que suspendeu o tempo. Após anos sem dividir o palco, Paulinho da Viola recebeu Maria Bethânia diante de um público que reagiu em coro, acompanhando clássicos como “Falsa Baiana”, “Desde que o samba é samba” e “Reconvexo”. A apresentação consolidou o tom do festival: encontros que carregam história e peso simbólico.
O público cantou em uníssono, transformando o reencontro em um dos pontos mais marcantes da noite.
Antes disso, o palco já havia sido tomado pela energia do Cortejo Afro, que trouxe Luedji Luna e Margareth Menezes como convidadas. O resultado foi uma sequência de performances que manteve a pista em movimento constante. Entre um show e outro, sets como o de DJ Mam from Rio e Mango DJ Set ajudaram a costurar o ritmo da programação.
Entre gerações e repertórios que resistem
No palco Bradesco, o clima foi de celebração e revisita. Chico Chico e Juliana Linhares homenagearam Belchior com interpretações de “Como nossos pais” e “Vapor Barato”, enquanto Leci Brandão dividiu cena com Rappin’ Hood em um encontro entre samba e rap. A abertura ficou por conta de Amanda Magalhães, apresentando seu novo single “Vida de Rei, Vida de Cão”.
Já o palco Deezer reuniu Yasmin Lisboa, Sô Lima e Larinhx, ampliando o espectro sonoro do festival. Encerrando a noite, o Bloco do Silva conduziu o público por clássicos de verão e repertório autoral.
Curadoria aposta em encontros e memória
Sob curadoria de Nelson Motta, que também comandou o DJ Set Noites Tropicais ao lado de Lôu Cascudo, o festival mantém a proposta de cruzar gerações, estilos e narrativas da música brasileira. A programação aposta em apresentações exclusivas, celebrações de álbuns históricos e parcerias pouco usuais.
A estrutura do evento também inclui ações de acessibilidade, sustentabilidade e impacto social, além da modalidade de ingresso solidário, que destina parte da arrecadação ao Instituto Vida Livre e ao Instituto da Criança.
O que ainda movimenta o festival
A programação segue com nomes que reforçam o caráter histórico da edição. Entre os destaques, Caetano Veloso convida Emicida, enquanto Os Paralamas do Sucesso apresentam o álbum “Selvagem?” na íntegra. Outros encontros incluem Falamansa com Ruan Vitor Vaqueirinho e Sandra Sá celebrando quatro décadas de carreira.
O Doce Maravilha se firma, mais uma vez, como um espaço onde repertórios consagrados ganham novos sentidos ao vivo — e onde encontros improváveis se tornam o centro da experiência.
Serviço
- Data: 08 e 09 de agosto
- Abertura: 14h
- Shows a partir das 14h35
- Local: Jockey Club Brasileiro – Praça Santos Dumont, 31, Gávea, Rio de Janeiro – RJ
- Vendas: https://ingresse.com/doce-maravilha-2026







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