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Projeto Aquarius reúne Emicida, Leci Brandão e OSB na Praça Mauá

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A fusão entre rap, samba e música de concerto ganha o centro do palco carioca em um grande concerto aberto ao ar livre que celebra a travessia das canções pelo tempo.

O diálogo entre as linguagens eruditas e as manifestações populares volta a movimentar a orla portuária carioca. Conduzido pela batuta do maestro Carlos Prazeres, o espetáculo sinfônico promove uma sobreposição de vertentes históricas com a presença do rapper e pensador Emicida e da lendária sambista Leci Brandão, acompanhados pelo corpo musical da Orquestra Sinfônica Brasileira.

Afinal, uma canção não tem data de validade: ela atravessa gerações, ganha novas vozes e significados, e chega viva a quem nunca imaginou encontrá-la.

Marcado para 19 de setembro de 2026, o encontro parte do tema “A Música e o Tempo”, desafiando a ideia de finitude das composições artísticas. O repertório e a formação do palco buscam provar que o passado e o presente se entrelaçam continuamente na cultura nacional.

A grade artística na Praça Mauá também incorpora o Ensemble FTM, formado por instrumentistas do Theatro Municipal de São Paulo dedicados a recriar a música popular com instrumentação clássica, além dos sets do produtor e pesquisador DJ Nyack, fundador da tradicional festa Discopédia.

Encontros de gerações e linguagens sonoras

Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira atua como instituição anfitriã do projeto. A formação foi pioneira na criação de turnês nacionais e no desenvolvimento de concertos ao ar livre, mantendo o histórico de conectar as partituras sinfônicas às correntes da música contemporânea.

No rap, Emicida traz a bagagem de produções aclamadas como a mixtape Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida Até que Eu Cheguei Longe (2009), o premiado projeto AmarElo e o disco Emicida Racional VL2 – Mesmas Cores & Mesmos Valores. Já Leci Brandão, que em 1972 se tornou a primeira mulher a integrar a Ala de Compositores da Estação Primeira de Mangueira, soma mais de cinco décadas de trajetória e criações emblemáticas da música brasileira, como o clássico “Zé do Caroço”.

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