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Rock in Rio 2026 vai compensar emissões de carbono além da Cidade do Rock

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O Rock in Rio 2026 ampliará sua estratégia de compensação ambiental para incluir a jornada de deslocamento do público, fornecedores e funcionários, com estimativa de neutralizar cerca de 50 mil toneladas de CO2.

Desde 2006, o festival compensa integralmente as emissões de carbono geradas dentro da Cidade do Rock. Agora, a parceria entre Rock in Rio Brasil e AXIA Energia pretende cobrir também o trajeto de todas as pessoas que passarem pelo evento, da saída de casa ao retorno.

A estimativa, baseada em dados da edição de 2024, é de aproximadamente 50 mil toneladas de CO2. Segundo as empresas, o volume equivale à retirada de 18.826 carros movidos a combustível fóssil de circulação por um ano no Brasil.

“A experiência do festival começa muito antes dos portões abrirem e continua mesmo depois que a música termina.”

Para tornar o cálculo mais preciso, o público, fornecedores e funcionários participarão do mapeamento das emissões relacionadas à mobilidade. Durante os sete dias de festival, uma equipe aplicará questionários sobre os deslocamentos. Os dados serão consolidados e validados ao fim do evento.

A compensação combina floresta, créditos e energia

A estratégia terá três frentes: plantio de mudas e sementes de espécies brasileiras, créditos de carbono e certificados de energia renovável. A AXIA Energia prevê doar 15 mil mudas, volume associado à compensação de 6.328 tCO2e.

Os 43.672 tCO2e restantes serão compensados com créditos de carbono e certificados de energia renovável RECFY, relacionados ao consumo estimado de cerca de 4 mil MWh de energia do festival. A empresa também doará mais de 1 milhão de sementes, com potencial de captura de 428 mil toneladas de carbono da atmosfera.

De acordo com a iniciativa, a doação de mudas e sementes poderá contribuir para o reflorestamento de cerca de 900 hectares, área equivalente a 900 campos de futebol.

Mudas vêm de área ligada à Usina de Tucuruí

As mudas e sementes serão provenientes da Ilha de Germoplasma, ligada às ações previstas no licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará. Com 129 hectares, a área abriga aproximadamente 100 mil árvores de 220 espécies nativas.

Entre as espécies doadas estão Muiracatiara, Mogno, Pau-Brasil, Jatobá, Pau-Preto, Morototó e Paricá. Segundo a AXIA, quatro mil mudas são de espécies essenciais para a fabricação de instrumentos musicais. A escolha considera a relação entre as espécies e os biomas que receberão as doações.

Energia renovável entra no cálculo do festival

A maior parcela da compensação, estimada em 43.672 toneladas de CO2, será feita com créditos de carbono gerados pela Usina Hidrelétrica Teles Pires, entre Pará e Mato Grosso. O projeto é registrado na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a UNFCCC, e alinhado ao Protocolo de Quioto.

Para neutralizar o consumo de eletricidade, a AXIA emitirá cerca de 4 mil Certificados de Energia Renovável RECFY, equivalentes a 4 mil MWh. Cada certificado atesta a origem renovável da energia consumida. A tecnologia utiliza blockchain para registrar os atributos ambientais da energia.

“Quando falamos sobre descarbonizar o deslocamento do público, estamos falando sobre assumir responsabilidade por toda a jornada”, afirma Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World.

Para Leandra Peres, diretora de Comunicação da AXIA Energia, grandes eventos têm poder de mobilização e influência. “Queremos apoiar projetos que proporcionam experiências memoráveis e, ao mesmo tempo, deixam um legado concreto e mensurável”, afirma.

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Ana Deccache – Diretora de Marketing do Rock in Rio e da Rock World – Coletiva de Imprensa | Foto: Aurora Cultural
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