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Rock in Rio Lisboa reúne 100 mil e esquenta setembro histórico no Brasil

O Rock in Rio Lisboa transformou o domingo em uma grande celebração do gênero que batiza o festival e reuniu 100 mil pessoas na Cidade do Rock, no Parque Papa Francisco, antigo Parque Tejo. Com ingressos esgotados pelo segundo dia consecutivo, a edição portuguesa reforçou a força internacional do evento e já projeta a dimensão da festa que o público vai encontrar em setembro, no Rock in Rio Brasil, no Rio de Janeiro.

ntrar em setembro, no Rock in Rio Brasil, no Rio de Janeiro.

Vindos de diferentes regiões de Portugal e de mais de 125 países, os fãs acompanharam uma programação marcada por nomes de peso do rock, do metal, do hip-hop e da cena urbana. Ao longo do dia, passaram pelos palcos artistas como Linkin Park, Cypress Hill, The Pretty Reckless, Grandson, Sepultura, Hoobastank e Jimmy P, em uma jornada que combinou repertórios históricos, encontros geracionais e forte resposta do público.

O momento de maior alcance veio com o show do Linkin Park, transmitido ao vivo para todo o mundo pelo YouTube. De casa, fãs de diferentes países acompanharam a apresentação da banda norte-americana, enquanto, na Cidade do Rock, a plateia viveu um encerramento de noite tratado pela organização como um dos mais aguardados desta edição especial.

Linkin Park encerra noite histórica

No Palco Mundo, o Linkin Park fechou o segundo dia do festival em uma apresentação descrita como histórica. A banda entregou um show de grande impacto visual e forte carga emocional, reunindo músicas que atravessaram gerações, como “Numb” e “In The End”, e reafirmando seu peso na história do rock mundial.

Do início ao fim, a multidão cantou em coro, abriu mosh pits e transformou o espaço em um espetáculo a céu aberto. O show sintetizou o clima do domingo lisboeta: uma experiência de grande porte, com repertório reconhecido pelo público e uma resposta coletiva que fez da noite um dos pontos centrais deste primeiro fim de semana.

Antes do headliner, o Palco Mundo já vinha em ritmo alto. O Cypress Hill levou sua força cênica e a mistura entre atitude, batidas potentes e interação com a plateia. Em seguida, The Pretty Reckless, liderado por Taylor Momsen, apostou em um repertório de emoção e intensidade, aproximando o rock contemporâneo dos fãs que acompanharam o show de perto.

A abertura da programação principal ficou com Grandson, que iniciou o dia com uma apresentação marcada por autenticidade, presença de palco e um repertório que mistura rock alternativo, elementos eletrônicos e letras de impacto. Foi a largada para uma jornada que cresceu em escala até o fechamento da noite.

Sepultura faz prévia do que vem no Brasil

No Music Valley, o Sepultura comandou um dos momentos mais emblemáticos do domingo. A banda, que em 2026 marca 40 anos de carreira e está em sua turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”, apresentou um show de nostalgia, intensidade e celebração do metal, transformando o palco em um encontro histórico entre Portugal e Brasil.

Com repertório recheado de clássicos e uma performance de alta voltagem, o grupo encerrou a programação do palco em grande estilo. O show teve também um peso simbólico por antecipar o que os fãs poderão ver em setembro, quando o Sepultura sobe ao Palco Mundo do Rock in Rio Brasil no dia 5 de setembro.

A passagem por Lisboa ganhou ainda mais relevância por ocorrer no contexto da despedida da banda e pelo anúncio de que será o último show do Sepultura na Cidade do Rock. Ao longo do dia, o Music Valley também recebeu P.O.D., Sam The Kid com Orquestra e Orelha Negra e Dealema, em uma programação que transitou entre rock, rap e diferentes influências sonoras.

Hoobastank e Jimmy P ampliam a diversidade do dia

No Palco Super Bock, o Hoobastank encerrou a noite em clima de rock e nostalgia. A banda norte-americana foi recebida com entusiasmo e conduziu uma apresentação que reuniu diferentes gerações em torno de clássicos de sua trajetória, com forte conexão com o público e coro da plateia em vários momentos.

O espaço também recebeu Kaiser Chiefs, Blasted Mechanism e Tara Perdida, reforçando o papel do Super Bock como um dos principais pontos de encontro dos fãs de rock nesta edição. A programação ajudou a manter a energia do festival distribuída por diferentes áreas da Cidade do Rock, sem concentrar toda a atenção em um único palco.

Já no BacanaPlay Digital Stage, a proposta foi unir música, entretenimento e universo digital. Entre os destaques esteve Jimmy P, que apresentou faixas do álbum Prova Viva (2025) e ampliou a presença da cena urbana de língua portuguesa na programação do dia.

O palco também recebeu o Glitter Podcast, com Carina Caldeira e Rita Pereira, o Gameshow by Guilherme Fonseca e o programa Seja Como For, com Miguel Caixeiro e João Maria Ferreira. A agenda incluiu ainda o Especial Monstros do Ano by Fernando Alvim, com Maria Leal, Samuel Úria, Rock Revenge’Et-Vous e Diego Miranda, consolidando o espaço como uma das frentes mais dinâmicas do festival.

Setembro no Rio terá dois dias dedicados ao rock

O desempenho de Lisboa funciona como termômetro para a edição brasileira, marcada para a Cidade do Rock, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro de 2026. Segundo a organização, dois dias já estão esgotados: 6 e 12 de setembro.

Para os fãs de rock, dois dias concentram parte importante da expectativa. Em 4 de setembro, o Palco Mundo terá Foo Fighters como headliner, além de Rise Against, The Hives e Nova Twins. No dia 5 de setembro, a programação principal será fechada por Avenged Sevenfold, com Bring Me The Horizon, mgk (Machine Gun Kelly) e Sepultura no mesmo palco.

A escalação mostra como o gênero terá peso decisivo na edição de 2026 no Brasil, mas sem limitar o festival a uma única linguagem musical. Ao longo dos sete dias, o line-up reúne ainda nomes como Calvin Harris, Black Eyed Peas, Elton John, Gilberto Gil, Stray Kids, Maroon 5, Demi Lovato, Twenty One Pilots, Halsey e Ivete Sangalo, distribuídos por diferentes palcos.

Line-up completo do Rock in Rio Brasil 2026

Dia 4 de setembro

Dia 5 de setembro

Dia 6 de setembro

Dia 7 de setembro

Dia 11 de setembro

Dia 12 de setembro

Dia 13 de setembro

Festival aposta em cenografia, gastronomia e novas experiências

Além da escalação artística, o Rock in Rio Brasil chega com novidades estruturais e visuais. O Palco Mundo terá cenografia inédita e, pela primeira vez, toda a estrutura frontal será revestida por 2.400 m² de painéis de LED de altíssima definição, transformando o espaço em um painel visual único.

O New Dance Order também retorna em 2026 com uma nova cenografia, com 56,50 metros de largura e 22,5 metros de altura. O palco contará com 502 m² de painéis de LED, em um projeto pensado para ampliar a imersão do público por meio da integração entre música, luz e movimento.

Na gastronomia, a nova Gourmet Square terá curadoria do chef Pedro Siqueira, reconhecido entre os 100 melhores pizzaiolos do mundo pelo The Best Pizza Awards 2025. O espaço também receberá a gastronomia do Sìsì em um dos restaurantes do festival.

O festival terá ainda a volta do espetáculo aéreo The Flight, que retorna após apresentações históricas com a promessa de mais emoção, manobras acrobáticas sincronizadas, trilha sonora especial e 756 disparos de fogos diurnos. Outra novidade é o retorno da Babilônia Feira Hype, que celebra 30 anos de história e terá nova localização, próxima ao New Dance Order, em estrutura projetada pelo arquiteto João Uchôa.

ECCO estreia como experiência imersiva na Cidade do Rock

Em parceria com a LightWire, o festival anunciou a atração ECCO, apresentada como mais um projeto da Fábrica de Sonhos do Rock in Rio. A proposta é ocupar uma arena na Cidade do Rock com uma experiência sensorial em 360°, unindo luz, som, tecnologia, corpo, aromas e natureza em uma narrativa imersiva.

Inspirado na ideia de que a floresta é a verdadeira origem do som, o espetáculo propõe uma reflexão sobre vento, água, raízes e fogo, e sobre como o ser humano transforma essas vibrações em música, arte e emoção. A montagem combina bailarinos, coreografias, trilha sonora original com tecnologia surround, projeções mapeadas, holografia, áudio imersivo e figurinos tecnológicos em LED e fibra ótica.

Cada uma das cinco apresentações diárias terá 20 minutos de duração e capacidade para 1.000 pessoas. Entre os recursos destacados estão o PixelWear, com mais de 1.500 pixels de LED controlados individualmente, e o NewDress, que utiliza 1.000 metros de fibra óptica iluminados por LED.

Venda geral está aberta e festival detalha ingressos

A venda geral de ingressos está aberta e acontece exclusivamente online pela plataforma Ticketmaster Brasil:

https://www.ticketmaster.com.br/event/rockinrio

O ingresso de gramado custa R$ 870 a inteira, R$ 435 a meia-entrada e R$ 739,50 para clientes Itaú, sem cobrança de taxa de serviço. Já o Comfort Zone, nova modalidade com acesso a área exclusiva na lateral do Palco Mundo, bares e banheiros exclusivos, custa R$ 1.950 a inteira, R$ 975 a meia-entrada e R$ 1.657,50 para clientes Itaú, com 15% de desconto.

O pagamento pode ser feito com cartões de crédito ou PIX. Clientes com cartões de crédito emitidos pelo Itaú Unibanco Holding S.A. têm 15% de desconto na compra de ingressos, sem cumulatividade com meia-entrada, e podem parcelar em até 8x sem juros. Nos demais cartões aceitos, o parcelamento é de até 6x sem juros. Cartões internacionais não possuem parcelamento. No PIX, o pagamento deve ser concluído em até 10 minutos após a geração do QR Code.

Cada cliente pode comprar até 4 ingressos por dia, combinando Gramado e Comfort Zone, com limite de até 1 meia-entrada por setor. Pessoas com deficiência podem selecionar, além do próprio ingresso, 1 meia-entrada adicional para acompanhante em cada dia comprado, sempre respeitando o limite máximo de 4 ingressos por dia de festival em seu CPF.

Nas catracas, haverá checagem de documento comprobatório para meia-entrada. Em caso de não comprovação, o usuário poderá complementar o valor do ingresso nos pontos de atendimento para meia-entrada. A organização orienta que o público leve o documento em mãos para evitar filas no acesso.

Trajetória e impacto do festival

Idealizado por Roberto Medina, o Rock in Rio realizou sua primeira edição em 1985 e, 41 anos depois, é apresentado pela organização como o maior festival de música e entretenimento do mundo. Desde então, o evento se consolidou como um marco na rota internacional dos grandes festivais e expandiu sua presença para Lisboa, Madrid e Las Vegas.

Segundo os dados divulgados no material, o festival já gerou mais de 297,6 mil empregos diretos e indiretos e, apenas em 2024, teve impacto econômico de R$ 2.9 bilhões na cidade do Rio de Janeiro. Em 2022, foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro.

Desde 1985, mais de 12.3 milhões de visitantes passaram pelas Cidades do Rock, assistindo a mais de 4.667 artistas em 141 dias de evento. A marca também destaca investimentos superiores a R$ 118 milhões em projetos ligados a sustentabilidade, educação, música e florestas, além do plantio de mais de 4 milhões de árvores na Amazônia.


Serviço

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