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Arte e tecnologia fundem público à natureza no Rock in Rio 2026

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Uma experiência sensorial une projeções digitais, dança contemporânea e efeitos cênicos para transformar o público em parte viva da Amazônia e da Mata Atlântica durante o festival.

A fusão entre natureza e tecnologia ganha forma no Rock in Rio Brasil 2026 por meio de um circuito contínuo de arte imersiva. Concebida com patrocínio da Vale, a iniciativa busca aproximar o público da conservação ambiental ao converter dados visuais, sons e movimentos das florestas em narrativas sensoriais de grande impacto.

Partimos de imagens, sons e experiências reais para construir uma narrativa em que animais, plantas, rios e pessoas são formados pela mesma matéria visual.

Arte e tecnologia fundem público à natureza no Rock in Rio 2026
Foto: Divulgação

Túnel digital dissolve as fronteiras humanas

O percurso começa na Floresta de Luz, instalação desenvolvida pelo Instituto Megadiverso sob curadoria e direção artística de Laura Rago, direção executiva de Marina Piquet e concepção artística de Dimitre Lima e Gabriela Castro. O projeto nasceu a partir de uma imersão realizada em Carajás, no Pará, com pesquisas de campo no BioParque Vale Amazônia e registros aéreos da região.

Ao ingressar no espaço de 130 m² composto por painéis de LED, o público tem a silhueta capturada por câmeras e integrada ao fluxo de duas milhões de partículas gráficas, orquestradas pelo software Braid em tecnologia WebGPU. Na tela, animais da fauna brasileira, rios voadores e a vegetação nativa se entrelaçam aos corpos dos visitantes, sugerindo que observador e bioma compartilham a mesma essência visual.

Arte e tecnologia fundem público à natureza no Rock in Rio 2026
Foto: Divulgação

A floresta como pulso sonoro na arena de espetáculos

Após a travessia interativa, o percurso atinge o espetáculo inédito ECCO by LightWire, montado em uma arena exclusiva de 780 m² na Cidade do Rock. A produção de 20 minutos explora o conceito da mata como matriz primordial dos sons, entrelaçando coreografias, trilha imersiva e computação gráfica.

A infraestrutura mobiliza 12 toneladas de equipamentos e 2,2 mil m² de malhas LED Mesh translúcidas, permitindo total interação visual entre os bailarinos e a plateia sem obstruções físicas. Durante a apresentação, figurinos luminosos por LED, áudio espacial tridimensional, vento e névoa cenográfica são acionados simultaneamente por técnicos para gerar sensação de profundidade ininterrupta ao redor dos espectadores.

Arte e tecnologia fundem público à natureza no Rock in Rio 2026
Foto: Divulgação

Herança biológica e ateliê sensorial

O circuito cultural no festival abrange ainda um estande temático arquitetado nas formas da vitória-régia. O local oferece uma jornada tátil com aromas, paisagens visuais em alta resolução e frequências sonoras da Amazônia e da Mata Atlântica. Ao final do percurso, o público recebe uma clutch decorada pelas artistas Renata Segtowick e Lu Bicalho, que traduziram em estampas exclusivas a vivência de seus territórios de origem.

A ambientação reflete ações ambientais contínuas das instituições envolvidas: a proteção de cerca de 800 mil hectares no Mosaico de Carajás mantida em cooperação com o ICMBio, o parque de conservação no Pará e os 23 mil hectares preservados na Reserva Natural Vale, situada em Linhares desde 1978.

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