A alternância de públicos na Cidade do Rock impulsionou uma estratégia sonora sob medida para acompanhar cada line-up do evento.
A atmosfera de um grande festival muda radicalmente a cada noite, exigindo respostas imediatas das ativações que disputam a atenção das multidões. Na edição de setembro de 2026 do Rock in Rio, o estande da Trident transformou a seleção sonora no eixo central da sua presença de marca, montando repertórios específicos para acompanhar o fluxo das diferentes tribos musicais que circulam pela Cidade do Rock.
A ocupação do local é estruturada em torno da Ballroom Experience, conduzida por Ursula Zion com elementos da cultura ballroom originária de Nova York. Durante os intervalos, a DJ Mari Baxur assume o controle das picapes, projetando seleções musicais que dialogam com os palcos principais sem depender exclusivamente dos sucessos virais do momento.
Foram sete dias de evento, então é bem diferente do que você preparar um set para um dia só como convidada. Pensamos em algo que fizesse sentido de acordo com os artistas que iriam se apresentar naquele dia.

Adaptação sonora entre extremos do line-up
A montagem dos repertórios precisou refletir contrastes marcantes da programação. Na data voltada ao heavy metal, faixas de bandas como Avenged Sevenfold, Bring Me The Horizon e Bad Omens dividiram espaço com James Hype e Poppy. Em outro dia focado no rock, nomes como Foo Fighters e Rise Against foram intercalados com Cat Dealers, Di Ferrero, Biquini e Paulinho Moska. Quando a programação trouxe Elton John, a pista incorporou faixas de Madonna e Phil Collins.
O desafio de transição estética atingiu o ápice com a chegada do K-pop ao festival. A seleção sonora colocou Stray Kids e Hwasa ao lado de universos distintos como Jamiroquai, PJ Morton, Luedji Luna e Alok. Outras combinações reuniram Maroon 5, Demi Lovato, Criolo, João Gomes, Daniela Mercury, J Balvin, Pedro Sampaio, Olodum e Timbalada, além de nomes como Meduza, Sofi Tukker, Black Eyed Peas, Nelly, Barão Vermelho e Calema.

Batidas nacionais e a cena ballroom
Paralelamente aos sets dos intervalos, as intervenções performáticas de Ursula Zion priorizaram a produção autoral e independente da cena nacional de bailes. A sonoplastia abriu espaço para faixas clássicas do movimento global, mas destacou primordialmente produtores brasileiros que movimentam as pistas pelo país.
A seleção deu visibilidade a beats assinados por R2POT, Bout, Evehive, Zaila, Biel Lima, Llorón e Félix Pimenta. A movimentação musical reflete a assinatura conceitual “Que se Masque”, desenvolvida pela marca para incentivar a liberdade individual diante das cobranças cotidianas e validar a diversidade de estilos presente no festival.

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