Apresentando faixas do novo álbum PERSONA com peso de guitarras ao vivo, Muse Maya retornou ao festival com uma performance multifacetada que consolidou sua nova fase na música urbana.
O som urbano ganhou arranjos mais densos com a chegada de Muse Maya ao Palco Supernova nesta sexta-feira, 11 de setembro. A artista carioca, que já havia pisado no mesmo espaço no festival em 2022, estruturou a apresentação em torno das faixas do disco recém-lançado, unindo trap, pop e R&B a uma roupagem aproximada do rock and roll.
Voltar agora, quatro anos depois, com um novo álbum e em uma fase diferente da minha carreira, é muito simbólico. É uma realização muito grande e, ao mesmo tempo, uma sensação de que ainda tem muita coisa para acontecer.
A dinâmica em cena contou com o suporte de duas dançarinas, além de uma DJ e mestre de cerimônia. Ao vivo, a presença da guitarra estabeleceu uma ponte entre o peso das batidas digitais e a energia de festival, sustentando momentos de euforia com as faixas “Hater” e “Predestinada”. O clima mudou na reta final, quando a cantora desacelerou o ritmo para encerrar a apresentação de maneira íntima com “Bye Bye”.

Sonoridades plurais e trajetória artística
Disponibilizado em agosto com distribuição pela Sony Music, o projeto PERSONA reúne 15 faixas e se estabelece como a produção de maior fôlego da carreira de Muse Maya. Sob a direção musical de Nagalli, o trabalho traz ainda assinaturas de produção de Douglas Moda e Stick, explorando temas como vulnerabilidade, ambição e autodescoberta.
Além da carreira fonográfica — que reúne os títulos anteriores “Verão”, “Encruzilhada” (2024) e “Mulheres Como Eu Não Conhecem o Amor” (2025) —, a compositora e diretora criativa acumula mais de 100 mil ouvintes mensais no Spotify e mantém presença nas artes cênicas, acumulando atuações em produções da TV Globo.
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