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Rock in Rio 2026 encerra primeiro fim de semana com encontros de gerações

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Em seu único show no Brasil em 2026, Elton John reuniu gerações no Palco Mundo e encerrou o primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026 diante de uma Cidade do Rock lotada.

Com ingressos esgotados, o cantor britânico voltou aos palcos para apresentações selecionadas após encerrar, em 2023, a turnê Farewell Yellow Brick Road, que marcou sua despedida depois de 50 anos de carreira. A passagem pelo festival foi o único compromisso do artista na América do Sul.

Na noite de 7 de setembro de 2026, Elton revisitou músicas que atravessaram décadas, como “Your Song”, “Tiny Dancer”, “Rocket Man” e “Bennie And The Jets”. Parte do público chegou ao festival com roupas e óculos inspirados nos visuais que marcaram sua trajetória.

“O que vimos aqui hoje é a história sendo reverenciada na sua mais pura essência.”

Roberto Medina, idealizador do Rock in Rio, destacou o caráter singular da apresentação. “O Elton John escolheu o Rock in Rio para fazer este show que foi de arrepiar. Não teve outro na América do Sul, é só esse momento”, afirmou.

A plateia também foi formada por fãs que viajaram para viver a apresentação. Josilda Souza, de 62 anos, saiu do Espírito Santo sozinha para sua quinta edição do festival. “Eu amo rock, mas quando soube que Elton John viria ao festival no dia do Pop, comprei logo meu ingresso. O show dele entrará para história”, comentou.

Rock in Rio 2026 encerra primeiro fim de semana com encontros de gerações
Foto: Divulgação

Gilberto Gil transforma despedida em coro coletivo

Antes de Elton John, Gilberto Gil levou ao Palco Mundo uma apresentação construída para o Rock in Rio. Aos 84 anos e em sua turnê de despedida, o músico revisitou “Andar com Fé”, “Toda Menina Baiana” e “Aquele Abraço”.

Gil também relembrou sua participação na primeira edição do festival, em 1985, e indicou que aquela poderia ser sua última vez no evento. A reação veio imediatamente: a plateia respondeu com um sonoro “não”, seguido por coros, aplausos e manifestações de carinho.

O pianista e cantor Jon Batiste ocupou o palco em seguida, unindo jazz, blues, gospel e samba. Além de “I Need You”, o repertório trouxe “Mas, Que Nada”, de Jorge Ben Jor, interpretada com Nêgah Santos, e uma participação da bailarina brasileira Ingrid Silva.

Pop, bossa nova e memória no Palco Mundo

A abertura da programação ficou por conta de Luísa Sonza, que convidou Roberto Menescal para um encontro entre pop, funk e bossa nova. A cantora abriu com “Doce mentira” e “Santa Imaculada”, antes de receber o músico em músicas como “Chico”, “Um pouco de mim”, “Você” e “Samba de verão”.

Sonza também apresentou “Penhasco 1”, “Penhasco 2”, “Dona Aranha” e “Telefone”. Menescal participou de “Chico”, cuja versão em inglês tem produção musical assinada pelo artista.

Sunset reúne jazz, Motown e reencontros

No Palco Sunset, Laufey encerrou a noite com seu jazz contemporâneo e interpretou em português “Perdido de Amor”, de Luiz Bonfá. Durante o show, a cantora deixou o palco para cumprimentar o público que acompanhava a apresentação na grade.

Péricles apresentou um projeto dedicado à Motown, com 13 sucessos da gravadora norte-americana. Vestido com terno risca de giz e uma capa estampada com rostos de ícones da música negra estadunidense, ele cantou obras associadas a Stevie Wonder, The Temptations, Lionel Richie, Jackson 5 e Smokey Robinson, em arranjos conduzidos pelo maestro Maurício Piassarollo.

Após 35 anos, Roupa Nova retornou ao festival com participação de Guilherme Arantes, em sua estreia no Rock in Rio. “Sapato Velho”, “Dona”, “A Viagem” e a música-tema do festival integraram o repertório. Ao piano, Arantes interpretou “Cheia de Charme” e “Lindo Balão Azul”.

Na abertura da tarde, Vanessa da Mata celebrou 20 anos de carreira e recebeu Rubel para cantar “Ainda Bem”, “Medo Bobo” e “Carta de Maria”.

Fatboy Slim prolonga a festa no New Dance Order

O New Dance Order seguiu noite adentro com Fatboy Slim, que fechou a programação com clássicos da música eletrônica. Max Styler abriu a pista como Special Opening, seguido pelo encontro de Leo Janeiro e Simo Not Simon e pelo set de Aline Rocha.

Do samba à MPB, outros palcos mantêm a Cidade do Rock ativa

No Espaço Favela, Balé dos Crias abriu a programação antes de Tiee, que combinou canções autorais e clássicos do samba, encerrando com “País Tropical”. Mart’nália comemorou aniversário no palco e recebeu flores e balões de Zé Ricardo, vice-presidente artístico da Rock World. “Eu Vim de Lá” e “Água de Chuva no Mar” estiveram entre os momentos do show.

“Esse show representa muito não só para mim, mas para todo o meu público, o povo preto da comunidade, do samba, funk, pagode, trap.”

Embaixador do Espaço Favela, Belo fechou a noite com sucessos acompanhados pelo público. No Supernova, a programação reuniu Maui, Melly, Zeca Veloso e Alee. Já o Global Village recebeu Wanda Sá, Leila Pinheiro, Fernanda Takai, Joyce Moreno e João Bosco, homenageado do espaço nesta edição.

Experiências também atravessam o festival

Além dos palcos, o ECCO by LightWire recebeu Diego e Daniele Hypolito na Arena 1, espaço que sediou competições dos Jogos Olímpicos Rio 2016. O espetáculo une tecnologia, arte e natureza dentro da Cidade do Rock.

Na Rota 85, os funcionários da Rock World Caroline Eudézio e Daniel Fernandez oficializaram a união na Capela do Rock in Rio. Os dois se conheceram enquanto trabalhavam no festival, em 2022, e voltaram quatro anos depois para se casar no local.

A Babilônia Feira Hype celebrou seus 30 anos reunindo moda, design, arte urbana e economia criativa. O público ainda encontrou atrações como Roda-Gigante Itaú, Tirolesa Heineken, Montanha-Russa iFood, Mega Download TIM e Discovery Superbet.

Setlist de Elton John


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