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Sabrina Gouvêa fala sobre nostalgia da disco music na Celebrare

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Existem canções que não envelhecem — elas apenas ganham novas plateias. É essa a aposta da Banda Celebrare, que completa 30 anos de carreira e leva ao Qualistage, no dia 7 de agosto, a turnê “Celebrare 30 Anos”. Em entrevista, a vocalista Sabrina Gouvêa fala sobre o que mantém vivo o repertório da disco music.

O segredo de um repertório que não envelhece

Aurora Cultural: O repertório da Celebrare desperta memórias em diferentes gerações. Qual é o segredo para manter essas músicas tão atuais?

Eu acredito que o movimento disco tenha uma força própria. Não existe prazo de validade para aquilo que é realmente bom.

Sabrina Gouvêa: Uma geração inteira viveu intensamente a música, os filmes e as diferentes tribos daquela época, e isso criou uma identidade que permanece viva até hoje. Eu não vivi esse movimento, mas tudo nele transmite beleza e elegância. As músicas são tão bem compostas, produzidas e executadas que é impossível não se apaixonar por elas. Acho que é justamente essa qualidade, aliada às lembranças que elas despertam, que faz com que continuem tão atuais e encantem pessoas de diferentes gerações.

De Bruno Mars a Snoop Dogg: a disco nunca saiu de moda

Aurora Cultural: A Disco Music vive um novo momento de valorização. Vocês acreditam que esse estilo nunca saiu realmente de moda?

Sabrina Gouvêa: Eu acho que a Disco Music nunca saiu de moda de verdade. Ela tem uma força muito grande. Em muitos shows, recebemos no camarim famílias inteiras: avós, mães, filhos e netos que amam e conhecem as músicas. Podemos ver também esse movimento acontecendo na música de hoje. Artistas como Bruno Mars e Dua Lipa trouxeram de volta essa sonoridade dos anos 70 e 80, e até, recentemente, o Snoop Dogg colocou a icônica Chaka Khan novamente em evidência nas plataformas e redes sociais. Isso mostra que a Disco Music continua inspirando artistas e conquistando novas gerações.


Um show com Gloria Gaynor, Tim Maia e Rita Lee no mesmo palco

Aurora Cultural: Gloria Gaynor, Bee Gees, Village People, Tim Maia, Jorge Ben Jor, Rita Lee… Como é construir um show reunindo tantos clássicos?

Sabrina Gouvêa: É um privilégio poder interpretar tantos ícones da música. O público ama e esse compilado de sucessos faz com que o show tenha uma energia única do começo ao fim.

O brilho de “Os Embalos de Sábado à Noite” no figurino

Aurora Cultural: O filme “Os Embalos de Sábado à Noite” ajudou a eternizar toda uma geração. Qual é a importância dessa estética para a identidade da banda?

Sabrina Gouvêa: A Celebrare tem muito dessa estética glamourosa, do brilho, das cores e da energia que marcaram a Disco Music. Nós procuramos levar essa “cara” para o palco em tudo: nos figurinos, na iluminação e na forma como o show acontece. Acho que essa estética faz parte da experiência.

Das crianças aos avós: quem canta no show da Celebrare

Aurora Cultural: Vocês percebem diferenças entre o público que acompanha a Celebrare desde os anos 90 e os jovens que descobrem a banda hoje?

Sabrina Gouvêa: Estou na Celebrare há nove anos, então quem está desde o início talvez responda melhor essa pergunta. Mas, desde que entrei, vejo o carinho pela banda só crescer. O mais legal é ver pessoas de todas as idades nos shows, principalmente as crianças cantando essas músicas. Acho isso muito fofo e é a prova de que esse universo continua vivo.

A palavra que resume 30 anos de carreira

Aurora Cultural: Se tivessem que resumir a experiência de um show da Celebrare em uma palavra, qual seria e por quê?

Sabrina Gouvêa: Alegria… Digo isso porque a energia que circula entre as pessoas durante o show é absolutamente indescritível. É gente cantando, dançando, sorrindo e revivendo momentos especiais. Acho que essa troca é o que faz cada apresentação ser tão marcante.

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