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Saravá 2026 une Gaby Amarantos e Seu Jorge

Gaby Amarantos e Seu Jorge abrem o Saravá 2026, reforçando o festival como vitrine da música brasileira contemporânea em Florianópolis.

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O anúncio dos primeiros nomes do Festival Saravá 2026 já dá o tom da próxima edição. Marcado para 12 de dezembro, em Florianópolis, o evento confirma Gaby Amarantos ao lado de Seu Jorge e sinaliza, desde o início, uma curadoria voltada à diversidade e ao diálogo entre diferentes vertentes da música brasileira.

Ao longo de mais de uma década, o Saravá construiu uma identidade própria no circuito cultural do Sul do país. Mais do que um festival, tornou-se um espaço de encontro entre cenas, gerações e territórios musicais. Agora, na 12ª edição, a proposta segue intacta: reunir artistas que representem o presente da produção nacional sem perder de vista suas raízes.

Encontro de trajetórias que definem o agora

A escolha de Gaby Amarantos não é casual. Nascida em Belém, a artista ajudou a projetar o tecnobrega e o tecnomelody para além do Norte, transformando sonoridades regionais em fenômenos nacionais. Com mais de 20 anos de carreira, acumula hits, colaborações relevantes e um Grammy Latino, consolidando-se como uma das vozes mais inventivas do pop brasileiro.

No Saravá, Gaby apresenta o espetáculo “Rock Doido”, fase recente de sua trajetória que mistura música, performance e elementos visuais inspirados nas aparelhagens paraenses. A proposta é imersiva, com forte presença cênica e coreográfica, criando uma experiência que vai além do formato tradicional de show.

Já Seu Jorge chega com um repertório que atravessa décadas e estilos. Entre o samba, o soul, a MPB e o funk, o artista construiu uma carreira sólida, marcada pela interpretação intensa e pelo carisma em cena. Seu trabalho, reconhecido também internacionalmente, amplia o alcance do festival e reforça sua conexão com diferentes públicos.

“O encontro entre os dois artistas traduz exatamente o tipo de provocação que o Saravá busca: trajetórias diferentes que, juntas, ajudam a contar a história da música brasileira hoje”, afirma Kamila Souza, produtora e diretora artística do festival.

Experiência além dos palcos

Embora a música seja o eixo central, o Saravá aposta novamente em um formato expandido. A programação inclui feira criativa, gastronomia e intervenções artísticas que dialogam com o ambiente natural do Alcatéia Park, no Campeche. A proposta é transformar o espaço em uma experiência sensorial completa, onde público e artistas compartilham o mesmo território de forma integrada.

Esse cuidado com a experiência ajuda a explicar a relevância crescente do festival. Ao longo das edições, o Saravá deixou de ser apenas um evento musical para se consolidar como uma plataforma cultural, capaz de refletir tendências e estimular novas conexões dentro da cena brasileira.

A curadoria segue sob responsabilidade de Adriano Saito, que mantém como eixo central a diversidade e a representatividade. A ideia é construir uma programação que reflita a pluralidade do país, tanto em termos sonoros quanto de origem e trajetória dos artistas convidados.

Enquanto isso, a expectativa cresce com a promessa de novos anúncios nas próximas semanas. Se os primeiros nomes já indicam a direção, o restante do lineup deve ampliar ainda mais o mosaico de estilos e narrativas que o festival propõe a cada edição.


Serviço

Saravá 2026 une Gaby Amarantos e Seu Jorge
Foto: Cris Vidal
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