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The Fevers e Wanderléa se reencontram em noite de Jovem Guarda

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Mais de três horas de música vão reunir dois nomes que ajudaram a construir a trilha sonora da Jovem Guarda em um único palco de Porto Alegre.

O festival Jovens Tardes chega à capital gaúcha com uma proposta que já rodou mais de dez cidades do país: colocar frente a frente artistas que definiram o som das rádios e da televisão nas décadas de 60 e 70. Desta vez, o encontro acontece no Auditório Araújo Vianna, no dia 2 de agosto.

As atrações principais são The Fevers e a cantora Wanderléa, que sobem ao palco separadamente para revisitar canções que tocaram nos programas de auditório e embalaram uma geração inteira.

Um intervalo que também é show

Entre as duas apresentações, o público não fica só esperando. É quando entra em cena o cantor Rafael Malenotti, do grupo Acústicos e Valvulados, que assina o pocket show “A Tremenda Noite do Rei”, dedicado exclusivamente às composições de Roberto e Erasmo Carlos.

Um encontro de gerações que atravessou rádios, novelas e décadas sem sair de moda.

De banda de rádio a trilha de novela

Fundado em 1964, o The Fevers é um dos grupos pioneiros do rock nacional e soma mais de 50 títulos na discografia. Nos anos 80, canções da banda emplacaram nas trilhas sonoras de novelas da Rede Globo, o que ajudou a manter o grupo em evidência mesmo depois do fim do movimento que o projetou.

Sucessos como “De que Vale Tanto Amor”, “Por Causa de Você”, “Mar de Rosas” e “Guerra dos Sexos” seguem no repertório de apresentações ao vivo. A banda também continuou lançando material novo: o álbum “Vem Dançar”, de 2011, chegou a ser indicado ao Prêmio da Música Brasileira na categoria de melhor disco de canção popular.

Da formação original, seguem na banda Luiz Cláudio, no vocal, e Libert Ferreira, no baixo. Completam a atual formação Rama na guitarra, Cláudio Mendes no teclado e Otávio Henrique na bateria.

A voz que ajudou a definir uma estética

Chamada de “Rainha da Jovem Guarda”, Wanderléa começou a carreira ainda adolescente e ganhou projeção nacional dividindo palco e telão com Roberto Carlos e Erasmo Carlos no programa de televisão que deu nome ao movimento.

Ao longo da trajetória, gravou sucessos como “Pare o Casamento”, “Prova de Fogo”, “Ternura” e “Foi Assim”. Mais do que a voz, foi a presença de palco e o visual moderno que ajudaram a moldar a estética associada à Jovem Guarda, um repertório visual e sonoro que a cantora seguiu atualizando em participações, festivais e parcerias com artistas de outras gerações.


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