Vitória Pires e Gabriel Haddad levam ao palco, nesta sexta-feira (5), um projeto que nasce da convivência musical e ganha agora forma cênica. A estreia de “Vitória Pires & Gabriel Haddad – Ao Vivo”, no Teatro da Cidade, marca um novo momento da dupla ao transformar em espetáculo um repertório construído entre rodas, blocos de Carnaval e encontros criativos em Belo Horizonte.
Com início às 20h30, o show apresenta ao público, pela primeira vez ao vivo, as canções autorais que começaram a circular com os singles “Calmaria” e “Canto e Danço”, além de músicas inéditas, releituras e participações especiais de artistas da cena mineira. A proposta vai além da apresentação musical: é uma experiência pensada como celebração do encontro coletivo.
Do estúdio ao palco, com novos caminhos sonoros
O espetáculo amplia o universo apresentado nos primeiros lançamentos da dupla. Se “Canto e Danço” aposta em uma atmosfera delicada e intimista, “Calmaria” se conecta diretamente ao ijexá e à pulsação do Carnaval de rua. No palco, essas referências se expandem para uma diversidade rítmica que reflete a trajetória dos artistas.
A proposta musical percorre diferentes territórios da música popular brasileira e dialoga também com influências latinas. Bossa nova, salsa, soul, blues e funk aparecem como camadas de um repertório que nasce da vivência compartilhada entre os dois.
“Os singles já trouxeram essa diversidade rítmica, mas agora vamos apresentar várias outras canções que compusemos juntos. Vai ter bossa nova, salsa, soul, blues, funk. É um show muito rico de ritmos”, explicam.
Além das composições autorais, o show incorpora releituras que atravessam as referências afetivas da dupla. A ideia é equilibrar a intimidade da canção com a energia coletiva do Carnaval, espaço fundamental na história de encontro entre os dois artistas.
Uma banda construída na coletividade
Para a estreia, Vitória Pires e Gabriel Haddad sobem ao palco acompanhados de uma formação pensada especialmente para o espetáculo. A banda reúne músicos de diferentes trajetórias da cena contemporânea de Belo Horizonte, ampliando as possibilidades sonoras das canções.
- Vitória Pires (voz)
- Gabriel Haddad (voz e violão)
- Djeina Kane (piano)
- Fernando Caneca (violão e guitarra)
- Tiago Buiu (baixo elétrico e contrabaixo)
- Débora Costa (percussão)
- Anaju Guarnieri (violino)
- Thamiris Cunha (clarinete)
Os arranjos partem das versões mais íntimas das músicas, criadas inicialmente pela dupla, e ganham novas camadas a partir da colaboração com os músicos convidados. O resultado, segundo os artistas, nasce diretamente da troca e da escuta coletiva.
“Partimos das versões de compositor para preservar o núcleo de intimidade. Depois foram se somando as sensibilidades de cada músico. O resultado virou algo novo, nascido da interação viva entre todos”, afirmam.
Os arranjos de violino e clarinete, assinados por Du Macedo, acrescentam uma dimensão orquestral ao espetáculo, reforçando o caráter sensível e expansivo das canções.
Palco como extensão da casa e da rua
A concepção visual do show acompanha a proposta musical. Com cenografia de Erica Buzelin e iluminação de Richard Zaira, o espetáculo busca transformar o palco em um espaço de acolhimento, inspirado nos ambientes onde as músicas nasceram.
A ideia é aproximar o público de uma atmosfera íntima, sem perder a energia coletiva que marca a trajetória da dupla. O teatro, nesse contexto, se torna uma extensão simbólica das rodas de música, das varandas e das ruas.
“Queremos fazer do teatro uma extensão das nossas salas de casa, das rodas, das varandas e das ruas”, contam.
Participações ampliam a celebração
A estreia conta ainda com participações especiais que reforçam o caráter coletivo do projeto. Sobem ao palco Di Souza, Tatio Abreu, Aurélio Bernardes e a banda Caminantes, conectando diferentes momentos da trajetória artística da dupla.
Entre os destaques, Tatio Abreu divide uma parceria composta em São Paulo, enquanto Di Souza participa de canções que atravessam diferentes fases da carreira dos artistas. A banda Caminantes, da qual Gabriel Haddad faz parte, também integra o espetáculo com músicas surgidas ao longo desse percurso coletivo.
Já o trompetista Aurélio Bernardes participa de uma salsa inédita ao lado da formação instrumental do show, ampliando ainda mais a diversidade sonora da apresentação.
“Receber esses amigos queridos e artistas incríveis no palco vai ser, acima de tudo, uma grande festa”, resumem.
Um projeto que aponta para o futuro
A estreia de “Ao Vivo” também marca o início de uma nova etapa para Vitória Pires e Gabriel Haddad. Além da circulação do espetáculo, a dupla pretende retornar ao estúdio para registrar as demais composições já criadas em conjunto.
A expectativa é consolidar um repertório mais amplo, que deve dar origem a um futuro álbum e fortalecer o trabalho autoral desenvolvido até aqui.
“Esperamos que essa apresentação seja o ponto de partida de muitos encontros ao vivo para cantar junto essas canções, que é o que dá vida e sentido a elas”, afirmam.
Serviço
- Show: “Vitória Pires & Gabriel Haddad – Ao Vivo”
- Quando: Sexta-feira (5/6), às 20h30
- Onde: Teatro da Cidade (Rua da Bahia, 1.341 – Centro)
- Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
- Ingressos: www.sympla.com.br/evento/lgc/3424246
- Mais: @_vitoriapiresartista e @_gabrielhaddad

