Oito dias ininterruptos, milhões de passageiros e uma operação invisível: conheça os profissionais que fazem o MetrôRio funcionar 24 horas durante o Carnaval de 2026.
O MetrôRio terá oito dias de funcionamento ininterrupto durante o Carnaval de 2026. Para garantir que a operação 24 horas aconteça com máxima eficiência, segurança e fluidez, a concessionária mobiliza uma força-tarefa estratégica e altamente especializada que vai muito além das funções de condutores, agentes de segurança e operadores de estação.
Nos bastidores, o time de Tecnologia da Informação monitora os sistemas, a infraestrutura de redes e servidores que são complexos e atendem a operação de trens e estações. Já as equipes de manutenção atuam de forma preventiva e antecipada, assegurando a confiabilidade dos equipamentos e a continuidade do serviço mesmo nos períodos de maior demanda, como as operações especiais de carnaval.
Paralelamente, os escalantes de equipe coordenam turnos, antecipam demandas e garantem a cobertura de todos os postos, a qualquer hora do dia ou da noite. São funções importantes, muitas vezes invisíveis ao público, mas fundamentais para que milhões de passageiros contem com um transporte ágil, seguro e eficiente justamente em um dos momentos de maior movimentação da cidade.
A tecnologia por trás da operação
Uma dessas funções invisíveis ao público é exercida por Daniel Moraes, analista de Tecnologia da Informação da concessionária desde 2021. Ele conhece muito bem a complexidade da operação.
Nosso setor é responsável por toda a infraestrutura de tecnologia que atende o Centro de Controle Operacional (CCO). Por meio deles, controlamos o sistema de tráfego, a tração dos trens e até a energia. Para que o CCO atue no monitoramento da operação, é necessário que esses serviços estejam em pleno funcionamento Daniel Moraes, analista de Tecnologia da Informação do MetrôRio
Os guardiões da rotina dos condutores
Roberval Benício e Tulaine Senra atuam como auxiliares de Tráfego e são responsáveis pela gestão da rotina dos condutores. Ele trabalha na estação Central do Brasil/Centro; ela, na estação Maria da Graça.
A nossa função é intensa e, ao mesmo tempo, muito dinâmica. Monitoramos os horários de rendição dos condutores, organizamos intervalos para refeições e descanso, entre outras tarefas. Enquanto muitos passageiros vão curtir o carnaval, estamos nos bastidores garantindo que todos possam ir e voltar com segurança Tulaine Senra, auxiliar de Tráfego com seis anos de MetrôRio
Com 18 anos de MetrôRio, Roberval assumiu a função de auxiliar de Tráfego há um ano e reforça a importância da sua área.
É um trabalho desafiador. Direcionamos os condutores para os trens que irão operar e precisamos estar atentos aos horários, às vias e às estações onde ocorrerão as rendições. Tudo precisa ser muito bem coordenado para que a troca de plantão não impacte a partida dos trens. Praticamente, organizamos a rotina dos condutores dentro da operação Roberval Benício, auxiliar de Tráfego
Engenharia de manutenção em ação
Na área técnica, o engenheiro Máximo Santana Chaves é um dos responsáveis pela manutenção mecânica. Ele revisa procedimentos, identifica oportunidades de melhoria em componentes, analisa falhas e planeja projetos voltados à operação e ao suporte técnico.
A Engenharia de Manutenção atua em conjunto com outras equipes nos principais sistemas dos trens, como portas, ar-condicionado e tração. Trabalhamos para garantir a disponibilidade de materiais, aprimorar processos e acompanhar indicadores estratégicos, assegurando que todas as atividades sejam executadas com excelência Máximo Santana Chaves, engenheiro de manutenção mecânica
O olhar humano por trás das escalas
Há quase dez anos no MetrôRio, Ana Beatriz Ramos é responsável, desde 2023, pela elaboração das escalas e pelo planejamento estratégico das equipes de Operadores de Estação.
Ser escalante vai muito além de alocar pessoas em postos. É ter um olhar humano, adequar o efetivo disponível às necessidades operacionais e considerar que há pessoas com histórias, limites e particularidades. A escala é um trabalho de grande importância dentro da empresa — afinal, sem escala, não há operação Ana Beatriz Ramos, escalante de equipes
Fotos: Divulgação/MetrôRio




